22 de jul de 2007

Um lance de dados

Já dentro da aeronave (Tam) que me traria para Belém, ouvi pelas comissárias que o vôo teria uma escala no aeroporto de Confins-MG. Todos chiaram um pouco e queriam saber o por quê, já que o vôo estava previsto para ser direto e sem escalas, ela disse que a parada era técnica e que o comandante iria dar uma explicação em poucos minutos.

Pois bem, o comandante nos informou que como o avião estava lotado (realmente, contei apenas 6 lugares vazios), muito pesado e a pista molhada (estava chovendo em São Paulo), não poderia sair com a capacidade total de combustível para uma viagem sem escalas e visando a segurança de todos faria uma parada em Minas para completar o combustível restante e seguir viagem. A viagem que era de três horas e quarenta minutos passaria para aproximadamente 5h! Um ‘ohhhhhh’ geral tomou conta e todos começaram a telefonar irritados para parentes, amigos e caronas que os esperavam! Já que ninguém me esperava no aeroporto mesmo, me contentei em pegar um livro na mochila e torcer pro ipod agüentar a bateria até o fim da maratona.

Chegamos bem. Dias depois chego no hotel e ligo a tv e vejo tudo aquilo que já sabemos. Triste. Me perguntei se caso aquele comandante não tivesse tomado aquela decisão por medida de segurança o que teria acontecido. Talvez nada... talvez.

Só tive medo de viajar de avião uma única vez: a primeira (e olha que foi pra Colômbia pela Avianca!), nas outras vezes – e foram (e serão) muitas - simplesmente ignorei instabilidades, enjôos e turbulências. Pra dizer a verdade não há o que fazer! Sento numa poltrona no corredor, já que detesto ver ‘paisagem’, e como não consigo dormir e detesto também conversar com estranhos meto os fones nos ouvidos e leio sem parar. A única coisa que mudou na minha rotina aérea é que, antes de embarcar, ligo para os meus pais, falo qualquer bobagem pra eles não se preocuparem, peço para falar com meu sobrinho e depois digo que ligo quando chegar em casa. Tenho chegado sempre. Espero continuar chegando sempre!

...

Direto de Belém:

Não, isto não é uma instalação de algum artista vanguardeiro neo-nazista! Inaugurado em 1878 o Theatro da Paz (lindo nome para um teatro, não?!) – traz em seus corredores um verdadeiro mostruário de madeiras amazônicas disponíveis na época formando diferentes e dificílimos mosaicos que nos guiam para a entrada de sua sala. Como o nazismo e seus símbolos ainda não existiam na época, óbvio que minha primeira pergunta foi sobre o significado da suástica, achava então que era por causa de alguma influência oriental, a resposta veio num cadenciado sotaque despreocupado:
- Não mano, isso foi feito aleatório mesmo! Como são vários tipos de diferentes desenhos eles procuravam um que tivesse uma dinâmica de movimento para ser realizado numa escala maior!

Simples assim, tá!

Paz&Amor

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