26 de set de 2007

Comunicação rápida!

Ensaio geral da opera "A Voz Humana", cena final. Não reparem na mão que coloca o telefone depois do black out, era ensaio mesmo! hehehehehe

25 de set de 2007

A Voz Humana

Já contei aqui a minha história com a Céline (que trabalho e sou amigo há 9 anos), só tenho de acrescentar o quanto ela me fez feliz, a comemoração dos 20 anos de carreira é dela mas quem ganha somos todos nós! Parabéns a esta mulher que redefiniu o padrão brasileiro de interpretação operística influenciando vários artistas e emocionando uma imensidão de almas que após assistir um espetáculo seu vão para seus lares às vezes felizes, outras vezes pensativos e em muitas soluçando às lágrimas! Então vou poupá-los de mais lenga-lenga e para quem não viu se deliciem com as fotos de Jefferson Pancieri!

Je t'aime
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Início. A diva no melhor estilo cabaret interpreta canções de Piaf, painel fotográfico ocupando toda a boca de cena do Teatro S.Pedro/SP.

Sai fotos e num contraponto com o ateliê térreo do "Telefone", a Mulher olha a vida agitada do andar de cima de seu camarim. As luzes dos hotéis e dos outdoors invadem a sua solidão transtornada!

Depois do primeiro telefonema...

... vem a cobrança e a...

... certeza de que ele vai ligar novamente.

Para tentar entendê-lo é necessário saber o que ele pensa dela, ou talvez ela queira se fundir nele!

Se eu fosse fazer um cartaz da opera, com certeza esta imagem estaria entre as primeiras. O recorte desta escultura é a reprodução do rosto do ator Jean Marais, amante de Cocteau e muso inspirador num desenho feito pelo próprio Cocteau!

Exausta, quase a ponto de desistir de tudo...

... ela ainda o tem enrolado pelo fio do telefone no pescoço...

... e num movimento cíclico de solidão transtornada...

... sussurra um último je t'aime e salta para o pisca-pisca de uma noite que se transfigurou.

P.S: Meu amor a minha equipe: Flávia Furtado, Chris Aizner, Olinto Malaquias, Moizes Vasconcellos e aos seus assistentes e colaboradores. Chega de saudade, estamos prontos para outra!
Que venha "Ariadne" e, antecipando um pouco, advinhem quem será a mezzo que fará o papel do "Compositor"? Hummm... acertou, hehehehe


O Telefone

Presente que Ben (Léo) dá a Lucy (Rosana) logo na primeira cena, tipo fofo!

Bom, depois daqueles dias de bode com mais um fim de temporada deixo aqui uma pequena mostra do que foi idealizar este projeto 'double bill' (seja lá o que isso signifique por aqui!), como disse certo crítico moderno.
"O Telefone" de Menotti, deliciosa e ingenuamente ultrapassada pocket-opera que teve regência do maestro Abel Rocha e sua Banda Sinfônica me deu de presente mais uma vez a presença de Rosana Lamosa (que eu já havia dirigido na expressionista versão da "Queda da Casa de Usher", tocando guitarra sobreposta a imagem de Jimi Hendrix!) e Leonardo Neiva (velho amigo e parceirão que na "Lady/Shostakovich" arrasou no chefe de policia russo, no "Barbeiro" era um viciado em laquê e otras cositas mas e em "Cenerentola", baixou o Michael Jackson desmunhecando tanto que os jornais locais não tiveram duvida da sexualidade do personagem! hahahaha)

Pois bem, a esta turma meu respeito e o meu amor!

Rosana, que todos disseram, LINDA, EXCELENTE ATRIZ e pasmem bem ENGRAÇADA!

Léo que não tem tempo ruim nem em papel pequeno! Claro que também LINDO E EXCELENTE ATOR!

Rosana no melhor estilo o diabo fala num Prada! Casal 'cyber tendência', unidos por outro tipo de toque.

Casal numa reinterpretação clássica-romantica no final, com todos os ícones do século XXI: moda, consumismo, falta de comunicação devido ao excesso de comunicação, fotos-celulares, trend, fashion, arquiterura...E o AMOR!
...

PS: Fotos do meu querido Jefferson Pancieri. Thank's!



Santiago: um certo passado

Um pouco atrasado mas antes tarde do que nunca, acabei de assistir "Santiago" documentário de João Moreira Salles sobre o quixotesco mordomo que serviu sua familia na mansão da Gávea, onde hoje é o Instituto Moreira Salles, se você não conhece e mora ou esta de passagem pelo Rio de Janeiro vale a pena uma visita. Quando morei no Rio, trabalhando com o Gerald Thomas, fui numa festa de lançamento de alguma coisa que não me lembro mas não me esqueço dos jardins, piscinas, alas, cômodos e um ar rico e moderno que alguns palcetes de hoje nem chegam perto, também pudera, com o império do 'neo-classico' dominando os noveau rich...
Mas o filme é fantasticamente melancólico, com aquela figura presa num passado ancestral em seu pequeno apartamento do Leblon gesticulando sua antropologia com raízes meridionais como se a qualquer instante o presente o chamasse para acertar contas. Tocante!

17 de set de 2007

O Brasil é maior!

Enquanto os jornais do dia 13 nos aterrorizavam com manchetes do resultado da absolvição do senador alagoano, há 50 anos, nesta mesma data, outras manchetes não menos terríveis, vinham da terrinha do ilustre personagem da semana, tratava-se do tiroteio de setembro de 1957 na Assembléia Legislativa de Alagoas. Inconformados com o resultado das urnas, importantes lideranças, como, Arnon de Mello, Teotônio Vilela, Rui Palmeira, entre outros estiveram envolvidos na crise política, cujo objetivo era o impeachment do governador Muniz Falcão do Governo de Alagoas.

Por alto para entender o contexto desta história (entre outros Elio Gaspari, também comenta esse caso na série sobre a ditadura no Brasil), tanto Muniz quanto Jucelino Kubitschek, presidente na época, eram tidos como populistas, já que tanto um como outro tinham como plataforma aquele duo que faz sucesso na política até hoje: desenvolvimento econômico e inclusão social. Também por ser um ‘estrangeiro’ no deserto alagoano (Muniz vinha do, não menos, árido sertão pernambucano) seus adversários o desqualificavam por seguir a cartilha ‘varguista’ e dar direitos aos trabalhadores do sertão.

Bom, 50 anos depois Alagoas nos deu vários exemplos de pequenez daqueles que se acham maiores do que a Nação. Claro que a culpa não é da terra de Graciliano, a culpa é nossa mesmo em confiar e dar crédito pra essa gentalha.

Na fantástica mega produção “Roma”, exibida pela HBO, assistimos na primeira parte a crise do Senado com o avanço da democratização da República, representada por Julio César, cujo assassinato pelos próprios senadores determinou o fim da República e o início do Império Romano. Os conchavos, a luta pelo poder a ‘transmutação’ dos ideais, as traições, calhordices, crimes e a decadência dos valores nos acompanham há muito mais tempo do que imaginamos.

Ironia mesmo foi assistir na tv Senado, na madrugada deste sábado, um excelente documentário francês sobre o diretor de teatro Stanislavski. Embora fosse sobre a vida e obra do mestre russo, mais da metade do documentário tinha como ator coadjuvante Stalin e toda a fúria persecutória para com artistas que contestavam seu regime. Uau, será que a cúpula petista insone conseguiu assistir uns trechos?

A única coisa que nos conforta é saber que podemos exercer a nossa cidadania e ter certeza de que a imprensa esta de olhos abertos, apesar do PT, claro!

13 de set de 2007

E agora?

Então é isso mesmo Renan Calheiros foi absolvido graças ao PT e os seis votos de abstenção, o que é a mesma coisa. Aquela pancadaria entre deputados, com mandatos para assistir a sessão, e seguranças do senado foi triste e mostra o baixo nível da ‘carteirada’ que o Sr. Raul Jungmann (PPS-PE) quis aplicar. Afinal onde já se viu um deputado enfrentar um segurança com violência e não esperar que o pobre coitado reaja? Saiu barato para Jungmann, ele poderia ter levado uns safanões para cair na real!

Safanão também para os Srs. Suplicy e Delcídio, já que só ontem eles caíram na real e foram ao Supremo exigir que a sessão fosse aberta! Como assim? Depois de tanto tempo, por que esperaram tanto para tomar esta decisão? É bonito procurar a imprensa para deixar claro que não faz parte da corja dos que se abstiveram, mas por favor dar uma de herói no meio do incêndio! Hummm

Tereza Cruvinel, colunista de política do jornal “O Globo” numa entrada ao vivo pela GloboNews acertou mais uma vez: a instituição do Senado não acompanhou os novos tempos como a evolução do regime dos seus pares no Congresso Nacional, as crises senatoriais são resolvidas nos conluios de apadrinhados coronelistas! O “excesso de democracia” que Renan acredita ser o seu infortúnio ainda nem começou, agora depois desta etapa espera-se o seu afastamento para que a vida volte a brilhar, e que todos esqueçam deste dia.

Só uma coisinha: será que com o tanto de dinheiro desviado, lavado, jogado em bois, açougues, ‘filha-não-contabilizada’ e tal, não dava pra comprar um sofazinho menos vagabundo pra Sra. Monica?

12 de set de 2007

Esquerda Volver!

Quem viveu (ou ouviu falar sobre) a contracultura com certeza ouviu falar de Françoise Bizot, ele integrou o movimento estudantil de maio de 68, 'ex-burguês' e esquerdista radical, Bizot foi um jornalista dos mais radicais que a França e simpatizantes liberais aprendeu a admirar, e engolir! Infelizmente este leonino foi vencido pelo câncer e faleceu no último sábado aos 63 anos.

Fundador da influente revista de esquerda “Actuel”, que com certeza fez a cabeça de muitas outras publicações pelo mundo afora colocando no mesmo balaio homossexualidade, punks, terrorismo e otras cositas mas. Publicação sempre provocativa poderia ser acusada de tudo menos de imparcial e 'vendida'. Muitas de suas matérias foram traduzidas por aqui, principalmente pela Folha de S.Paulo (que de imparcial não tem nada mas pelo menos é 'simpatizante' e tem um gênero mais, digamos, “fresh-press”, se ninguém nunca falou nisso estou inventando agora!)

O que nos resta então? Um pouco mais de pasmaceira e menos contestação, claro. Ai que preguiça!

6 de set de 2007

Chamadas Recebidas

Acima momento surreal de Salvador Dali (Telefone de Lagosta/1938), abaixo o meu texto para o programa das operas com tema-siamês.

A primeira vez que Celine Imbert cantou “A Voz Humana” eu estava na platéia e ainda não a conhecia, já na segunda vez, com regência de Abel Rocha e novamente dirigida por Iacov Hillel, eu trabalhava como assistente de direção e iluminação e, quem diria, iniciava ai uma grande amizade e parceria!
Nem pisquei os olhos em atender esta chamada do maestro Abel para assinar esta nova encenação! Com a conversa caminhando nos empolgamos com a possibilidade de uma “ligação simultânea” e resolvemos também encenar “O Telefone”, ampliando a conexão com a solidão, esperança e desespero que cruzam estes personagens de uma forma às vezes patética e por outras, simplesmente, triste mesmo.

No “Telefone”, Lucy (Rosana Lamosa), num contraponto menos sombrio, será uma ‘workaholic’ do mundo fashion (lembraram de alguma coisa? Heheheh!) que não sofrerá por amor, quem sabe talvez num futuro breve ela sofra, e isso se não prestar atenção no que está na frente do seu nariz, Ben (Leonardo Neiva), ou desligar o celular!

Com meus parceiros Chris Aizner e Olintho Malaquias dividimos as duas operas em dois períodos distintos, ampliando o jogo teatral em passado e presente.

Discutindo a concepção do espetáculo Abel me sugeriu pensar num prólogo para a “Voz”, menos pela musica que já fala por si, mais pelo caráter teatral da personagem. Uau, mais uma chamada atendida! Cervantes Sobrinho, meu querido “dramaturgista-galicista”, me abasteceu com informações sobre o circulo de amigos que o autor - Jean Cocteau – freqüentava, destacando nele a mais francesa de todas as amigas, senhora Edith Piaf.

Diz a lenda que Cocteau, soube da morte de Piaf pelo radio e enfartou, morrendo no mesmo dia da amiga! Minha homenagem a esses amigos, literalmente inseparáveis, foi transformar esta “Mulher” numa cantora de cabaret. Interpretando canções esquecidas de Piaf, recriadas por André Mehmari, saberemos, antes do primeiro toque do telefone, o “estado de espírito” em que essa personagem se encontra, fechando assim um ciclo de espera e melancolia.

No século da comunicação digital não existe mais linhas cruzadas, estamos ainda solitários a espera de um simples “Eu te amo!”.

Salve Jobs!

Estou doente!!!! A última vez que tive esta “febre" foi no lançamento do IPhone, agora ela voltou um pouco mais forte...
O messias Steve Jobs, vestiu seu surrado uniforme jeans/t-shirt, e nos bombardeou com um IPod incrível de 160 GB (U$349)! EU QUERO!
Outra bomba foi o, já, ícone de consumo IPod Touch, com um visual idêntico ao IPhone com tela de toque e vem nas versões de 8 GB e 16 GB, custando US$ 299 e US$ 399, respectivamente. E nao é só isso: tem wi-fi, Safári e suporte YouTube! EU QUERO!
O Shuffle veio em série colorida, lembrando o estouro que foi o lançamento dos IMacs, lembra? Tem um “Red” que parte do valor arrecadado vai para vítimas da aids! EU QUERO TAMBÉM!

5 de set de 2007

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Então, acabou a minha temporada em Belém e como disse anteriormente foi um sucesso! A pedidos mostro umas fotos que o Gabriel (que foi acompanhar a estréia de sua doce Cinderela Luciana, o amor é lindo!!!!) me cedeu. Beijos a todos que contribuiram para mais um sucesso, reza a lenda voltarei no próximo ano (desta vez, parece que a coisa será mais "séria" e sem palhaçadas! Heheheh).

Gallisa, fazendo o "cego" e Luciana fazendo a "feia"
Pepes emoldurado pelas "filhas" Alpha e Marcia, num momento almodovar
Léo encarnando um Dandini "claramente homossexual" (saiu assim no jornal, juro! Diz que a culpa foi minha Léozinho!hehehehe)
Flávio e Léo, num momento "o fiel camareiro"
Lu fazendo a "egipcia" com o coro de "paparazzis"E finalmente desfeito o "qui-pro-có", temos o casamento!