17 de set de 2007

O Brasil é maior!

Enquanto os jornais do dia 13 nos aterrorizavam com manchetes do resultado da absolvição do senador alagoano, há 50 anos, nesta mesma data, outras manchetes não menos terríveis, vinham da terrinha do ilustre personagem da semana, tratava-se do tiroteio de setembro de 1957 na Assembléia Legislativa de Alagoas. Inconformados com o resultado das urnas, importantes lideranças, como, Arnon de Mello, Teotônio Vilela, Rui Palmeira, entre outros estiveram envolvidos na crise política, cujo objetivo era o impeachment do governador Muniz Falcão do Governo de Alagoas.

Por alto para entender o contexto desta história (entre outros Elio Gaspari, também comenta esse caso na série sobre a ditadura no Brasil), tanto Muniz quanto Jucelino Kubitschek, presidente na época, eram tidos como populistas, já que tanto um como outro tinham como plataforma aquele duo que faz sucesso na política até hoje: desenvolvimento econômico e inclusão social. Também por ser um ‘estrangeiro’ no deserto alagoano (Muniz vinha do, não menos, árido sertão pernambucano) seus adversários o desqualificavam por seguir a cartilha ‘varguista’ e dar direitos aos trabalhadores do sertão.

Bom, 50 anos depois Alagoas nos deu vários exemplos de pequenez daqueles que se acham maiores do que a Nação. Claro que a culpa não é da terra de Graciliano, a culpa é nossa mesmo em confiar e dar crédito pra essa gentalha.

Na fantástica mega produção “Roma”, exibida pela HBO, assistimos na primeira parte a crise do Senado com o avanço da democratização da República, representada por Julio César, cujo assassinato pelos próprios senadores determinou o fim da República e o início do Império Romano. Os conchavos, a luta pelo poder a ‘transmutação’ dos ideais, as traições, calhordices, crimes e a decadência dos valores nos acompanham há muito mais tempo do que imaginamos.

Ironia mesmo foi assistir na tv Senado, na madrugada deste sábado, um excelente documentário francês sobre o diretor de teatro Stanislavski. Embora fosse sobre a vida e obra do mestre russo, mais da metade do documentário tinha como ator coadjuvante Stalin e toda a fúria persecutória para com artistas que contestavam seu regime. Uau, será que a cúpula petista insone conseguiu assistir uns trechos?

A única coisa que nos conforta é saber que podemos exercer a nossa cidadania e ter certeza de que a imprensa esta de olhos abertos, apesar do PT, claro!

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