11 de out de 2007

2 judeus e 1 cristão na frente da merda que fizeram!

Acabei de assistir “A Breve Interrupção”, no Satyrianas, mais um surto unplugged de Gerald Thomas! Texto hilário e cortante que segue a linha “meta-personalidade” com os críticos Sérgio Salvia Coelho (Folha) e Alberto Guzik (que nos últimos anos faz mais o tipo “Homem de Teatro”! E nos prova que podemos sempre reinventar nossa carreira).
O que se vê na tenda de circo, que abriga a série “Drama Mix” do evento, é um pequeno tablado com três microfones, três marcas de fita crepe simbolizando duas estrelas de David e uma Cruz (na frente de cada microfone) e no centro uma caneca com um... cocô.

Logo após a apresentação oficial de Gerald ("- eu esperei 30 anos para virar amador"! Hauhauhaha), os críticos são empurrados para cena, amarrados, colocados de joelho de frente para o microfone e inertes nesta posição, quase que becktiana, são inquiridos por um ator-alter-ego-do-Gerald, Edson Montenegro (claro que negro!) que antes de começar o 'julgamento' põe uma kipá na cabeça e tentar acender um cigarro Gitanes!

O que se ouve em seguida é uma série de acusações, depoimentos e auto-crítica que estamos acostumados a ouvir do próprio Gerald, seja no seu maravilhoso Blog, ou em peças recentes. Mas ouví-las da boca de um crítico as tornam muito mais saborosas! E que surpresa ver a 'atuação' de Sergio Coelho que como crítico mostra-se um ótimo ator (sorry, não resisti!).

Num dos melhores momentos da “tortura” dos críticos um outro ator (Pancho Capeletti), inquirindo Sergio, aponta para o Guzik e solta:
-“Tá vendo ele? Ele é mais velho que você 20 anos! E ele era de uma época em que a crítica era Crítica!”
E a cara do Guzik, com um sorriso de satisfação pelo seu legado, é impagável e só que viu, viu!

Ou no momento em que o Sergio provoca Guzik perguntando quantas vidas ele tinha destruído, matado mesmo! Hahahahaha
Isto quando o próprio Sergio não estava em surto recebendo o karma do presidente do Irã Ahmadinejad! Repetindo sempre: Ahmadinejad! Ahmadinejad! Hahahahaha

Valeu o dia! Parecia tudo meio surreal saindo daquela tenda no meio daquela praça em pré-reforma, tudo ganhava ares de um grande bunker e quem saia da prisão era nós, artistas!
Gracias señor Gerald!

Te amo.

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