27 de out de 2007

Juventude Transviada e Paranóica

Gus Van Sant é um cara incrível mesmo, acerta até quando erra feio (lembra de “Até as Vaqueiras Ficam Tristes”, com a deduda da Uma Thurman?) e acerta mais ainda quando fica no seu seara que é retratar o mundo adolescente.
Com “Paranoid Park” volta com a garotada amadora e descabelada, que mal articula suas frases em cima de um skate, que perde a virgindade e se aventura na tentação de um mundo adulto e desconhecido.

Está lá a sua marca registrada nas cenas em câmera lenta, das quebras de narrativa e como no superior “Elefante” o tratamento especial que ele dá ao Som. Não confunda com a trilha incidental ou as músicas que aparecem no filme, eu estou falando do Som como efeito de linguagem! Um exemplo é a cena em que o moleque toma um banho e o que era uma simples água caindo do chuveiro para limpar a culpa do garoto se transforma num surreal gorgear de pássaros coberto por uma tempestade ensurdecedora.
Mesmo efeito em “Sindicato de Ladrões” com Marlon Brando sendo encoberto pelo som de um trem, se você não viu se joga na locadora mané!

O filme está programado para estrear por aqui - em SP - apenas em janeiro, mas como “Last Days” (seu último filme que é sobre Kurt Cobain), também estava previsto para estrear e entrou direto no mercado de vídeo, se liga!

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PS: O Ismael Caneppele me enviou o Blog do Blake Nelson que é o autor do livro no qual o filme foi baseado, se liga: http://www.blakenelsonbooks.com/

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