28 de nov de 2007

Beijo, abraço ou aperto de mão?

O histórico aperto de mãos patrocinado por Clinton, em setembro de 1993 em Washington. Yizhar Rabin (à esquerda) e Yasser Arafat. Esse aperto valeu o Nobel da Paz mas a paz mesmo durou pouco, o terrorismo voltou com tudo e o ressentimento ressurgiu.

O aperto de mãos entre o palestino Mahmoud Abbas (à esquerda) e o israelense Ariel Sharon, pós Arafat (morto em novembro de 2004) em fevereiro de 2005. Promessas de paz e nenhum acordo formal, apenas promessas de parar com as agressões mútuas.

Ehmud Olmert (Premiê Israelense) aperta a mão do Líder Palestino Mahmoud Abbas, no centro Bush que você já conhece. O trio na cúpula de paz para o Oriente Médio, em Annapólis nesta semana de 2007. O 'aperto' deste ano é para tentar criar um Estado Palestino (coisa que todo mundo aceita e concorda), acabar com o terrorismo, libertar os presos palestinos detidos por israelenses e otras cositas mas no varejo.

Do primeiro 'aperto' de 1993 sob o olhar de Clinton até 2008 com Bush no centro das negociações aproximadamente 120 homens-bombas explodiram em Israel, a maioria sob as ordens do Hamas, como se vê o terror age de forma independente e impiedosa.

Quem sabe se os acordos fossem selados com abraços, que podem ser mais 'calorosos' do que apertos de mãos, ou talvez beijos? Pensando bem russos e romanos se beijam desde priscas eras e as coisas não caminharam muito bem não é?
Melhor mesmo é esquecer estes gestos midiáticos, arregaçar as mangas e falar a mesma língua, mas aí colocaremos em cheque toda uma babel literária de conflitos e interesses que escapa a razão humana.

Como dizia Gerald Thomas (em off, of course!) em algum espetáculo perdido no século passado:
- "Está estabelecido o conflito".

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