26 de jan de 2008

American Gangster x American Gangster = Jay-Z

Denzel Washington cercado pelos parentes 'bocó-gangsters'.

"American Gangster"
é um bom filme. Sabe porque não é ótimo?
Por dois motivos: primeiro, chegou ‘atrasado’ e perdeu a onda ‘gangsta’ depois que a Academia foi ‘obrigada a fazer justiça’ a Martin Scorsese no ano passado por “Os Infiltrados”.
O outro motivo foi ter desprezado a ‘terceira via’ do roteiro sobre o transporte de heroína por aviões do Exército em plena Guerra do Vietnã!

Bom, Ridley Scott já tinha história demais para contar abordando todas as ramificações deste mega-traficante negro que nos anos 70 desbancou toda a máfia branca e virou o rei do Harlem (o cara realmente existiu e ainda está vivo!).
Daria para fazer no mínimo mais uns três filmes com tudo o que o roteiro ‘aponta’, mas seria preciso dominar a narrativa de um jeito que só Steven Soderbergh sabe fazer hoje em dia.

Talvez por tudo isso o filme tenha sido ignorado pelo Oscar conseguindo apenas a indicação em apenas 2 categorias: direção de arte (muito boa a reconstituição dos anos 70) e atriz coadjuvante (a octagenária Ruby Dee, apenas por um tapa na cara do protagonista!).
O resto você já cansou de ver, mas não deixa de ser um filme naquele estilo ‘filmão’ manja?
...

Faz sentido Ridley Scott ter recusado o nome do rapper Jay-Z (aliás ‘sobra’ rapper no papel de ator no filme e é divertido descobri-los) para a trilha, o filme é menos ‘denso’ do que o novo álbum do marido da Beyoncé, também intitulado "American Gangster" de pirraça!
Quando eu soube do lançamento, no ano passado, corri para ‘baixar’ e fiquei de cara! O disco é ótimo, e ainda tem uns samples das falas do filme. Por essa ‘inspiração’ Jay-Z fica em débito com Scott.
A trilha original do filme é mais classuda e soul, se fosse o contrário seria óbvio, berrada e insuportável.
Nisso o diretor acertou!

Jay-Z, cantando uma história que conhece melhor do que toda a equipe do filme homônimo. E, claro, se sai muito bem!

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