10 de fev de 2008

A 'curva' dos 50

Aproveitando o 'momento inglês' vale a pena ler também no "The Guardian" uma reportagem sobre "OS" cinquentões do ano: Michael Jackson, Madonna e Prince. "Time to take a Bow" é a manchete.
Compara suas carreiras projetando o desejo dos fãs na expectativa por novidades, abre excessões (honestas) de 'tios e tias' como Bowie, Patty Smith, Dylan entre outros que conseguiram uma certa excelência em suas carreiras, etc.
Vale a pena ler nem que seja para discordar (como quando mistura num mesmo saco o 'talento' dos três desqualificando Madonna! Oops, don't you dare talk to me like that!).

"ELA", antecipando seus 50 no melhor estilo luz e sombra 'Blanche Dubois'

Prince que antes dos 50 passou por uma fase 'púrpura', já foi um 'logo' indecifrável e tenho de admitir, muito melhor músico que MJ (doeu mas falei!). Amo e tenho TODOS os seus discos, mais da metade em vinil, tá!

"ELE", o Rei cinquentão! Tá eu sei que essa cara não é mais a dele e que assim já estava ótimo, mas ainda não nasceu, ainda, alguém que o substitua artisticamente!

...

O negócio é o seguinte, vamos falar então da excessão citada, por enquanto tiro o Bowie da jogada, depois explico. Tanto Patty, Dylan, os outros citados como Leonard Cohen ou
Neil Young não renovaram 'significativamente' sua galeria de fãs ou muito menos conseguiram entender como o jovem ouve música hoje, todos eles se satisfazem em permacecer no ideário musical na qualidade de "ícone" e olha que isso não é pouco e muito menos para quem quer, eles conquistaram esse status numa época em que podia 'se lixar' para o público; espere para a estréia de "I'm not There" e prepare o 'oratório' para Bob Dylan meu amor!

Mas hoje a
'transa' é outra (como poderia dizer Torquato Neto) e não adianta discordar, quem renova a indústria musical, quem consome, compra, 'baixa' e lota estádios de shows é massivamente a molecada e os 'perdidos' entre os 30/40 anos.
Ignorar essa gente hoje é antecipar uma aposentadoria no limbo do esquecimento e do ostracismo e nenhuma estrela do
mainstream pode se dar a esse luxo, não é mesmo?! Talvez esse devesse ser o ponto da reportagem.

Já o Santo Bowie é, foi e sempre será diferente! É o único cara que eu conheço que soma novos fãs, não ignora nenhuma geração, não se fecha em nenhum estilo e acompanha, dentro da sua linguagem, as novas tendências musicais e tecnológicas.
Foi o primeiro roqueiro a lançar seu nome no Mercado de Ações, antecipou em dois anos a febre eletrônica que 'ditou' todos os discos dos astros que caíram nesta onda e continua influenciando o comportamento do mundo pop até hoje.
E o melhor de tudo, soube envelhecer e passar dos 60 sem cair no ridículo!

Quem acompanhar a fórmula do Santo Bowie terá vida longa e próspera não decepcionando nunca seus seguidores mortais! Que assim seja.
Amém

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