3 de fev de 2008

A "Igualdade" não pode ser flexível!

Os que apoiam a ex-ministra vaidosa querem dividir o Brasil numa disputa entre brancos e negros, não conseguirão... somos coloridos meu amor!

Com a saída de Matilde Ribeiro da “Igualdade Racial” era óbvio que começasse aquela ladainha sobre o preconceito da intolerância ‘branca contra os negros’. O primeiro a se manifestar é o deputado petista, negro e possível candidato a vaga, Edson Santos que acha que a ex ministra foi vítima de preconceito, diz ele:
- “ Não defendo irregularidades (...) mas acho que houve um tratamento diferenciado no caso dela (...) foi preciso cair uma ministra negra para se começar a pensar em regulamentação?”

Outra defesa (acho que nem cabe o uso deste termo!) é do jornalista, editor da “Agência Afropress” e dirigente do “Movimento Brasil Afirmativo”, Dogival Vieira:
- “(...) ela se esqueceu que vivemos num País racista, onde não existe nenhuma flexibilidade em relação aos negros, especialmente quando estão em posição de destaque”.
Chocante não! O primeiro acha que se a ministra fosse branca e tivesse cometido os mesmos “erros administrativos” estaria tudo bem até agora. E o segundo piora tudo quando pensa que para o tipo de “erro”, por ser negra, todos teríamos de ser mais ‘flexíveis’!

Meus senhores o negócio é o seguinte, em português bem claro: A sra. Matilde Ribeiro caiu porque foi incompetente, ingênua, relapsa com o dinheiro público e, pior, VAIDOSA! Queria o melhor carrão com motorista em qualquer ocasião abusou do status de ministério dado para a sua pasta e como uma personagem shakespeariana não teve pudores em se fazer de vítima caçada pelos algozes brancos do poder!
Ora faça-me o favor, Poder e Vaidade renderam os maiores clássicos do teatro e da literatura mas quando o representamos na vida real, mais cedo ou mais tarde, o resultado é catastrófico.

E eu sei que é politicamente incorreto dizer isso mas esse foi o mesmo discurso quando Benedita da Silva (Assistência e Promoção Social) caiu por se hospedar no hotel mais caro da Argentina para um café da manhã com evangélicos!!! Lembram, ela dizia que era vítima de preconceito, por isso estava entregando o cargo!!!
Essas negras acham que a colorida sociedade brasileira é idiota?
...

XÔ SKINDÔ

Ellen Page como Juno, finalmente nasceu uma 'nova' Cristina Ricci!

Na verdade trairei vocês e falarei sobre um filme. Acabei de ver a pré-estréia de “Juno” e entendi as indicações ao Oscar. Na verdade eu traio mas não desvio do foco rock deste ‘selo’.
Quer coisa mais rock’n roll do que uma roteirista, ex stripper (!) e com o nome de Diablo Cody? Pois não é que a parceria ‘desta’ Diablo com o diretor de “Obrigado por Fumar”, Jason Reitman rendeu quase 100 milhões de dólares para um filme independente lançado para o público adolescente mas ‘tão teenager’ quanto um filme de Gus Van Sant, entendeu?

A fantástica menina Juno (Ellen Page) dialoga como uma mordaz personagem de HQ (a quem o filme deve muito em sua estética) sobre a crise da primeira transa que rende uma gravidez, daí só vendo.

Juno, 16 anos, curte old rock e os primórdios do punk, endeusando Stooges e trash movies.
O dueto meio folk de Juno com o seu amado transforma a dupla numa reencarnação de outra dupla ícone da contracultura, Dylan e Baez, mas esse é um outro filme!
A propósito, Sonic Youth é o máximo sim senhora viu Juno!

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