21 de abr de 2008

O Crítico e o Artista

Está no Blog "Outra Música" do crítico e 'homem de música' Leonardo Martinelli, também correspondente da Gazeta Mercantil, sua resenha sobre "Ariadne auf Naxos".
Concordo muitíssimo com a maioria de suas observações e quero me justificar sobre isso:
- (...) a conotação política reclamada por Vilela mostra-se cenicamente tênue, quiçá dispensável. Mas mesmo assim, a possibilidade de tornar ainda mais pública estas intenções, estabelecendo um diálogo ainda mais forte com o público, revela-se algo promissor para o debate estético e a fruição artística das óperas.

Martinelli comenta o texto que foi publicado no programa do Festival, e que já publiquei aqui no Blog, a respeito de minhas intenções cênicas. Digo o seguinte, ele têm razão!
Realmente a conotação política que pautou a minha montagem ficou bem tênue mesmo, talvez por dois motivos, o primeiro foi a falta que me fez nos ensaios o trabalho com os atores (resolvi simplificar e muito as minhas idéias) o segundo foi a falta, também, que me fez um "dramaturg" (profissional importantíssimo e quase sem crédito no Brasil).

Na "Lady..." do Shostakovich que dirigi no ano passado essa função foi desempenhada brilhantemente pelo inteligentíssimo Antônio Gonçalves Filho, este ano tive de reduzir um pouco a minha equipe, mas o público de São Paulo não perde por esperar porque já sei direitinho o que fazer para que minhas intenções fiquem claras.
Modificarei principalmente a participação dos atores, em especial no "Prólogo" e, claro, como terei um elenco novo novas marcas serão criadas, me aguardem!

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