4 de mai de 2008

Meu 'caso' com o Barroco!

Ontem o meu amigo e maestro Marcelo de Jesus regeu o Concerto “Barroca” com a sua Orquestra de Câmara do Amazonas (OCA) num programa dedicado a Händel (ao lado, só no cabelón), mais um evento do XII FAO, pouparei a todos de uma crítica ‘pseudo’ sobre notas, arcos e escalas, já que não nasci para isso, e digo apenas que foi SOBERBO, para usar um adjetivo beeeemmm barroco!

...

Nos meus tempos de ator um outro Marcelo, o Boffa, era o único elo que eu tinha com a Ópera. Marcello Boffa além de ator cantava como Contratenor e foi através da sua voz que eu ouvi pela primeira vez árias ícones do ‘universo Handeliano’, nunca esqueci daqueles momentos divertidíssimos em que revezávamos ‘capella’ e vinil num pequeno apartamento do ‘Baixo-Bixiga’ paulistano.

Anos depois namorei um cara (saudades!) que não entendia como alguém como eu (!?) pudesse gostar de ópera. Nesta época fazia assistência e iluminação para Iacov Hillel numa linda produção de “Nabucco” para o Teatro Municipal do Rio e explicava para esse meu namorado o enredo da ópera e o porquê de tanta ‘gritaria’ em cena.
Alguns dias depois para vencer a resistência dele com o ‘mundo erudito’ disse apenas que não buscasse explicações racionais bastava dizer se aquela musica o emocionava ou não, basicamente é esse o ‘sistema nervoso’ de todo espetáculo operístico. Emoção!

Separei então duas musicas para ele ouvir calado e com os olhos fechados e só depois me dizer o quê achava. Eram duas árias ‘hits’ de Händel: “Lascia Ch’io Pianga/Rinaldo” e “Ombra Mai Fù/Xerxes”.
Quando ele abriu os olhos estava tão emocionado que nem precisou falar nada e como numa ‘corrente barroca’ disse que compraria os discos no dia seguinte.

O namoro acabou meses depois.
Soube que ele virou habitué das matinês da OSESP e que estava namorando um musico... erudito.
Bom, ao menos a ‘aula barroca’ ele já aprendeu.

Um comentário:

Igor Santana disse...

aaah maldita faringite, queria tanto ver barroca!? Não só pelo conteudo executado, mas para ver o Mr. de Jesus mandando ver com a OCA, que eu sou fã.