1 de jun de 2008

Acabou mas têm mais

Três meses depois o balanço que faço da Minha participação no Festival Amazonas de Ópera é que foi excelente profissionalmente, tá certo que tivemos (para variar) aqueles probleminhas chatos com $$$ mas acho que tudo vai se resolver logo; tarde como sempre!

A estréia de "Ça Ira" e a presença de Roger Waters foi mesmo uma 'sacudida' para quem ainda não sabia que o FAO havia começado. Toda a mídia nacional/internacional abriu os olhos novamente para o Amazonas e o resultado do espetáculo levado à cena foi elogiado por todos, já quanto a música... é teve mesmo essa polêmica 'ópera ou musical'. Bom, Roger Waters saiu daqui muito feliz e emocionado, isso me deu muito orgulho mesmo, conquistar um cara que eu sempre respeitei e sou fã... waall!!!
E estive novamente mais sintonizado do que nunca com minha equipe de criação: Chris Aizner e Olintho Malaquias.

"Ariadne auf Naxos" foi mais uma parceria com Luiz Fernando Malheiro que 'ganhei de presente' e 'abri' junto com o meu amigo e cenógrafo Renato Theobaldo. Espero que a mesma produção que estrearemos em São Paulo em agosto seja também tão prazerosa quanto esta. Será!

O 'estréia-não-estréia' de "Turandot" só fez aumentar a minha ansiedade com o resultado final do espetáculo, que foi excelente como já disse. Emílio Di Biasi foi mais um apaixonado do que um diretor com essa produção e confiou sua estréia no mundo lírico a nossa experiência com espetáculos ao ar livre e toda a experiência dos cantores solistas.
Ah, quanto a Eric Herrero que sofreu um acidente ontem na última apresentação, ele está melhor, fraturou mesmo uma costela e voltará para São Paulo hoje à tarde mesmo. Precisa fazer uma radiografia para saber se existe alguma espécie de 'perfuração interna' em virtude da queda. Parece que os hospitais daqui não possuem um tal de aparelho específico para isso. Continuamos torcendo por ele!

...

Bom, não vou me repetir aqui depois de tudo que eu já escrevi nestes últimos meses, vocês podem conferir nos arquivos ou pesquisar o que falei sobre "ópera, manaus, myself" aí ao lado na "busca".
Antes quero agradecer/homenagear dois caras que ficam nos bastidores e 'castigados por Zeus', assim como Atlas, carregam o FAO nas costas:

De óculos (direita) Marcos Apolo (desde que venho para Manaus sei que o 'castigo' dele é maior) também literalmente "o" nome da Central Técnica de Produção junto com o seu fiel escudeiro (e tantas vezes 'ator' em cena!) José Carlos Viana Marques, o nosso impagável Zezinho. Obrigado amigos, e se houver uma próxima vez complicarei ainda mais as encenações pois sei que vocês hão de resolver pra mim todos os meus problemas!

5 comentários:

Pablo disse...

Parabéns Caeatano e a todos envolvidos com o festival, estava maravilhoso!
Estou esperando você vir pra Belém novamente esse ano hein, a programação já foi divulgada

viralata disse...

eita Pablo, esse ano não vai rolar! Eu ia dirigir aí um "Colombo/Carlos Gomes" ao ar livre mas por dezenas de motivos isso foi cancelado!
aliás a diretora do Theatro da Paz e a produtora do Festival estiveram por aqui para assistir "Turandot" e reiteraram um convite para um futuro breve e menos tumultuado, heheheh
Aceitarei com o maior prazer querido!!!
obrigado pelo carinho
;)

Pablo disse...

Colombo foi tirada do festival =(
Em compensação ganhamos uma ópera nova (viajante das lendas amazônicas) e don Pasquale.
A adriane queiroz vem denovo esse ano! Cantará Mimi, de La Boheme.
abaraços!

Igor Santana disse...

É fato, que a cada ano a desmitificação da cultura erudita está cada vez mais presente no FAO, quebrando regras-conceitos-ideologias como música-clássica-elitista e música-popular-povão. Sobretudo, o profissionalismo idôneo está atribuindo ao FAO uma qualidade sem igual, tornando-o singular a outros do mesmo gênero. Como em todo lugar, o Festival também está passivo de erros e acidentes, mas estes, nunca são suficientemente grandes para apagar a beleza do espetáculo. Por essas e outras, que o FAO é tão maravilhoso e especial, ao menos para mim, que este ano pude participar mais ativamente.

Gostaria de parabeniza-lo Sir Vilela pelo ótimo trabalho desenvolvido, tornando os espetáculos muito mais glamurosos. Sem um profissional como você, o Festival não teria o mesmo charme. Que você possa execer este ótimo trabalho por muitos outros anos. Devo dizer-lhe também, que foi uma enorme satisfação poder conhecer Vossa Senhoria, sempre que vir a Manaus, disponha.

Forte abraço!

viralata disse...

como bom leonino agradeço embevecido! hehhehe!
;)