5 de jun de 2008

Ahhh, eles estão desCONTROLados!

Estou em choque com o filme "Control" de Anton Corbijn, über fotógrafo rocker que com certeza você conhece de capas de discos famosas como "The Joshua Tree" e "Achtung Baby" do U2 por exemplo. Sua estréia na direção não poderia ser mais apropriada já que ele, como ninguém, conhece todos os meandros deste meio tão solitário e complexo que é o Rock'n Roll.

A vida de Ian Curtis podia ser a de qualquer garoto dos anos 70 numa cidade de merda onde nada acontece, 'sobrando' para a literatura e a música o poder de transformar esse moleque num verdadeiro arauto da juventude pós punk.

Seus ídolos são classudos, gente do naipe de Bowie (sempre ele! Atire o primeiro 'cajal' quem nunca imitou o 'camaleão' no espelho?), Iggy Pop o poeta Wordsworth, o escritor J. G. Ballard e outros quilates. Por falar em Ballard, estava na hora do seu fantástico "The Atrocity Exhibition" (homenagem 'ipsis litteris' de Curtis no título de uma música!) ganhar uma tradução brasileira, li em espanhol tempos atrás , muito melhor que o incensado e filmado "Crash" (ainda assim melhor 'lido' que 'assistido') e o outro filmado (por Spielberg com um adolescente Christian - Batman - Bale, você viu?) e excelente "O Império do Sol".

E para ser definitivo digo que se Marion Cotillard ganhou o troféu de 'melhor reencarnação' de todos os tempos por sua "Piaf", o prêmio masculino será entregue sem pestanejar para
Sam Riley que consegue ser 'mais Ian Curtis' do que o próprio! Juro que dá medo! O cara é incrível e ainda canta, sem dublagem, em todas as cenas de palco e estúdio, soube depois que ele também é cantor de uma banda punk rock. Waalll!!!!!

Que os deuses do olimpo o livrem do mesmo fim.

Ian Curtis ou Sam Riley?

Sam Riley ou Ian Curtis?

Sam Curtis ou Ian Riley?

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