1 de jun de 2008

+ Golovin

Neste domingo no jornal Folha de S.Paulo circula o caderno "Mais" e o colunista Jorge Coli assina uma 'quase' crítica de "Maria Golovin" que apresentamos no XII FAO, selecionei um trecho:

"Equador
Vida, energia, inteligência, resultados artísticos muito elevados: o Festival de Manaus é um prodígio. Sua continuidade é milagrosa: 12 anos seguidos, num país em que a constância é tão rara e difícil. Não hesita em misturar obras conhecidas com as mais raras. Assim, trouxe de Marselha a produção de "Maria Golovin", que aquele teatro ressuscitou.
Estranha história, que se passa num lugar opressivo, atormentado pela guerra, ao lado de um campo de prisioneiros. Fala da paixão torturada entre um cego e uma bela mulher. Clima desesperado, que o espectador sente na própria carne, graças aos poderes da música.

Canários
Nuccia Focile, esplêndida intérprete, foi Maria Golovin. Em Marselha, ela contracenara com Paulo Szot, barítono brasileiro. Aqui, o papel foi confiado a Eduardo Amir, de voz e atuação notáveis.
A escalação do elenco não teve falhas: presença, convicção, belo canto da americana Eugenie Grunewald; excelentes Flávio Leite, Homero Velho. Denise de Freitas, com voz soberba, destacou-se no papel de Ágata, mulher ressentida. A regência de Luiz Malheiro eletrizou esse espetáculo excepcional. "

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