12 de jul de 2008

OAB-SP cansou de esperar, então...

A Defensoria Pública do Estado de São Paulo a partir de hoje viverá um aperto daqueles! Está sem os 47 mil advogados que através de um convênio com a OAB-SP, prestavam serviço gratuito para a população do Estado.
Já que não houve acordo entre a OAB e a Defensoria quanto a um aumento na tabela de remuneração dos advogados o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Luiz Flávio Borges D'urso (ao lado) negou-se a renovar o convênio até que um novo acordo seja proposto para a entidade. Enquanto isso, aproximadamente um milhão de carentes poderão deixar de ser atendidos segundo matéria publicada no "Estadão" de hoje.

Segundo D'Urso disse ao jornal:
- “O advogado, quando atende a população carente, faz isso por caridade. Porque o advogado come, bebe, paga escritório, pega condução... Estamos falando de esmolas. A advocacia não vive de esmola”, protestou. “Estamos suprindo a obrigação da Defensoria, que é bem remunerada, mas não quer remunerar os advogados que fazem a sua função.” E foi além: “Para a lei, uma pessoa carente ganha até três salários mínimos (R$ 1.245). Para mim, quem ganha três salários não é carente.”

Polêmica boa, e quem conhece o advogado sabe que ele tem opiniões 'bem fortes' sobre Justiça e Sociedade.


Aliás vocês se lembram do "Movimento Cansei" (acima, representados pela 'nata' do cansaço e com uma 'cansada e amedrontada' bem ali atrás)
lançado por empresários, divulgado por artistas e encabeçado por D'Urso, contra a "crise institucional generalizada", diga-se impunidade e corrupção. O Movimento 'flopou' e foi bastante criticado por boa parte da sociedade que via os 'cansados' agitando os seus 'rolexs e jóias' clamando por justiça; oportunamente, justo depois do acidente da Tam em que morreram umas 200 pessoas.

Pois é, parece que agora D'Urso 'cansou' da Defensoria, dos 'falsos' carentes e sei lá do que mais, só não se cansou mesmo de defender os bispos da Renascer! 'Oops i did it again'!!!!
Mesmo dando uma esperança de acordo afirmando que a decisão não é definitiva, reitera com firmeza que só voltará atrás "com o aumento que a OAB quer".

Aguardamos o segundo 'round' então.

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