31 de ago de 2008

Weekend de 'bofe' vol. 7 (Ou: a maldição da 'paradinha' nos penaltis)

O nome do domingão, Diego Souza põe o Verdão em segundo no Campeonato com um gol de craque

Esqueço o 'meu' São Paulo hoje depois do empate modorrento contra o Santos (0 x0) e mantendo o 'fair play' tiro o chapéu para o 'nosso' maior inimigo no Campeonato, o domingão foi do Palmeiras!
A virada 1 x 2 contra o Atlético Paranaense deixa 'os porco' em segundo lugar na tabela, atrás do Grêmio e com um novo herói na partida: Diego Souza, autor dos dois gols sendo o segundo obra de craque com direito a um 'baile' em três zagueiros. Arrasou!

Só um detalhe têm me irritado no futebol hoje e são as cobranças de penaltis. Já desci a lenha aqui até no 'meu' goleiro, e hoje não será diferente.
A cobrança de Alan Bahia para o Atlético com essa porra de 'mania nacional' de 'paradinha' foi mais uma vez patético. Marcos saiu do gol e ficou caído sentado no gramado e o cara lá parado e depois do que pareceu uma eternidade chuta para o gol vazio.
Injusto, feio, anti-ético, bizarro, ...

Alguém precisa urgentemente mudar as regras de cobrança antes que aconteça uma tragédia em decisão 'realmente importante', já pensou se é final de Campeonato? Seria uma batalha campal!

O deslumbre suburbano de Robinho

Tá com a cabeça onde mesmo fío?

E esta história do Robinho hein? Ele próprio convoca a imprensa para dizer que está "com a cabeça" no Chelsea justo na abertura do Campeonato Espanhol, chamando toda a atenção para si num momento que é 'coletivo'. Desanca o técnico do Real Madri, fala mal dos dirigentes, blá, blá, blá... quem anda 'orientando' esse garoto?

Deveria dar graças aos céus pelo Real ter tido 'paciência' com ele que de atleta revelação se tornou um fiasco depois dos milhões e milhões investidos na sua imagem/talento. Gosto do Robinho, mas ele parece não aprender nada com o que vê pela frente, porquê ele não mira no exemplo do seu 'ex-parceiro' Diego?
Da época em que 'barbarizavam' os adversários jogando pelo Santos, toda a imprensa clamava por 'justiça' à Robinho já que Diego foi vendido primeiro para a Europa, este cheio de empáfia e 'dono da bola', se deu mal em Portugal, 'baixou a bola' e renasce com um excelente futebol na Alemanha e parece, com a cabeça no lugar.

Falta 'estofo cultural' para Robinho 'dar mais certo', seu pensamento é o do fanfarrão gozador, o 'bom brasileiro' do pagode suburbano, o animador da 'galera', nada contra a sua alegria mas ele se mostra mais como um deslumbrado e injustiçado. Como assim?
Não me esqueço de uma entrevista com ele logo na sua volta ao Brasil depois da sua primeira temporada européia. Gorro na cabeça de marca, óculos com um logo 'style' gigante, camiseta 'outdoor' D&G, destilava ironia e arrogância num prenúncio de que aquilo não ia muito longe.
Não foi. Não vai.

29 de ago de 2008

Somos pobres mas somos limpinhos

Todo mundo já cansou de ler estatísticas e pesquisas de que o Brasil é o campeão em juros altos, pobreza, não tem saneamento básico, não temos educação (em vários sentidos, aliás), blá, blá, blá...
Mas eis que, perdido lá no meio de uma notinha no Caderno de Economia do "Estadão" de hoje está lá com todas as letras:
- "(...) os produtos que mais crescem em vendas no País são os desodorantes (...) o setor de higiene como um todo cresceu 4,8% em 2007."

A pesquisa nacional é da "Nielsen" que ainda nos informa que o desodorante 'derrotou' o xampú - os brasileiros estão entre os maiores consumidores mundiais - na preferência nacional (em vendas diga-se) seguida pelos antissépticos bucais.
A-d-o-r-e-i!!!

E aí, passou no teste?

Fica e quando for vê se volta!

Se é para o bem de todos e para a felicidade geral na NAÇÃO TRICOLOR, diga ao povo que fico! Dito assim temos Hernanes até o final do ano então.

A última vez que escrevi sobre o volante tricolor Hernanes ele estava de malas prontas para a Seleção Olímpica, quarenta dias depois o bom pernambucano volta e contrariando todas as expectativas deu entrevistas acenando com o 'dia do fico' no futebol brasileiro. Adorei, mais um motivo para eu assistir os jogos no Morumbi!

Claro que a decisão de Hernanes teve influências 'pouco positivas' para o seu futuro breve. A sua presença no 'fiasco' olímpico não serviu de vitrine para que ele mostrasse tudo o que nós sãopaulinos já estamos cansados de saber, muito menos os valores impostos pelo tricolor - R$ 60 milhões - facilitaram as negociações para a sua transferência européia, que aliás encerram neste final de semana a tempo dos contratados estrangeiros disputarem os Campeonatos do segundo semestre por lá.

Somando tudo quem saiu ganhando foi a torcida e o São Paulo também, já que está com dinheiro em caixa depois do empréstimo de Alex Silva para o Hamburgo.
Hernanes diz estar focado agora no time e que fará de tudo para 'nos' ajudar na classificação para a Libertadores, para isso o tricolor precisa ao menos terminar o Brasileirão entre os quatro primeiros colocados.
Mas uma sombra terrível já foi lançada pelo 'menino de Engenho':
- "Quando for para o exterior, quero me firmar. Pretendo não voltar mais."

Ai Hernanes, não fala assim que machuca!

Michael Jackson pra mim é o 'Rei'

Cadê as capas dos jornais para celebrar o aniversário de Michael Jackson hoje?
Só se falou da 'madrinha' na semana passada e só porque "O Rei" está em baixa, nadica de nada?
Parabéns pelos cinquentão amor, digo de coração que ainda te amo muito!

J'attends avec patience

Une dame très chic!

E direto do site francês "Tv5" vem a notícia que Audrey -Amélie Poulain- Tautou vai encarnar nos cinemas a über estilista Coco Chanel no filme "Coco avant Chanel". Walll!
As gravações começam em Paris no dia 15 de setembro e será dirigido por Anne Fontaine, com supervisão de figurinos (evidentemente) do diretor artístico da marca Chanel, Karl Lagerfeld.

Será que veremos mais uma 'reencarnação francesa', tipo "Piaf"? Bom tudo depende do tratamento dado ao roteiro, adaptado de uma biografia escrita por Edmonde Charles-Roux, intitulada "L'irrégulière".

Une femme très bizarre!

28 de ago de 2008

Você também pensa assim?

Fico feliz quando descubro que alguém que admiro compartilha das mesmas opiniões que as minhas.
Ao ler hoje a Coluna do Contardo Calligaris na "Folha", "Olimpíada e diários de guerra" vi que não precisava me sentir rabugento e sozinho, quando publiquei o post "Ouro del Cielo" dias atrás, eu disse:
- "Para continuar na linha de frente dos melhores do mundo César Cielo continuará competindo e estudando em universidades estrangeiras e faz muito bem, aliás acho errado dizer que ele "deu o primeiro ouro ao Brasil" neste nosso ufanismo egoísta, essa medalha é única e exclusivamente dele e de sua equipe americana, mérito próprio que jamais tirará o brilho deste lindo paulista emocionado."

Hoje Calligaris reiterou o que eu também penso e também sinto:
- "O ouro, a prata, o bronze (e a simples presença na Olimpíada), para mim, são dos atletas - só deles. Não me sinto honrado por pertencer à nação que eles representariam. O que me comove é o gesto deles, não o hino nacional que toca quando sobem no pódio.
(...) A performance dos atletas é um exercício de clareza e de controle de si. Certo, para a maioria, o caminho até lá é uma gincana de sacrifícios, conflitos familiares, dramas íntimos e buscas de patrocínio."

'Oi' e tchau!

A nota de hoje na Coluna da Mônica Bergamo na "Folha" sobre o interesse da "Oi" em reconstruir o "Teatro Cultura Artística" me deixou ao mesmo tempo feliz e chateado. Feliz pelos motivos óbvios da reconstrução e chateado por uma possível 'contrapartida' em ter o nome da tele junto com o do teatro, tipo 'Oi Teatro Cultura Artística' a exemplo do 'Oi Casa Grande' no Rio, também com a sua reconstrução paga tele.

Que saco isso!
Sou incapaz de dizer que assistirei a um filme na "Sala Bombril" do Conjunto Nacional/SP, falo sempre "Cinearte" (juro que tenho vergonha, acho cafona!), sem contar que a reforma foi bem 'meia-boca'. Deixou a sala de espera um forno de quente, as poltronas das duas salas são 'criminosas' com qualquer ser vertebrado e pobre das nossas nucas com aquele encosto (embora os baixinhos sofram mais!) , ah, e o som do cinema é bem ruim mesmo.
E a tradicionalíssima "Mostra Internacional de Cinema de S.Paulo" alguém por acaso tem coragem de chamá-la de "Mostra Petrobrás de Cinema" ou algo parecido como era para ser depois do patrocínio da estatal?! Aliás sugiro mudar o nome do "Ministério da Cultura" para "Plataforma Petrobrás de Cultura" já que ela assumiu definitivamente o caráter de mecenas da cultura brasileira!

Lembro da polêmica que foi o fim do patrocínio da industria tabagista para qualquer tipo de evento cultural, com isso perdemos a fantástica programação do "Carlton Dance". Foi uma lástima e também uma derrota cultural.
Agora vem cá, tudo bem essa 'cervejaiada' patrocinando festivais de rock, exposições, lounges, etc...? Bebida alcóolica é pior do que cigarro?
E as casas de show agora?! Quando fui recentemente assistir ao show no Ney Matogrosso perguntei a um amigo em "qual cartão de crédito a gente ia".
Juro que não consigo decorar os nomes tamanha a rapidez com que trocam de patrocínio ou simplesmente vão a bancarrota mesmo.

Que a Oi reconstrua o Teatro Cultura Artística e instale no saguão uma placa tecendo loas da sua benemerência e, como fazíamos antigamente em produções teatrais, mantenha no saguão do Teatro um 'display' com os seus produtos e serviços.
Seria um entrada elegante e de luxo com sua marca na cidade. Olha que eu até pensaria em trocar de operadora!

Os ETs eruditos

O caderno Ilustrada da "Folha" desta quarta-feira trouxe uma 'entrevista desabafo' com o maestro Carlos Moreno (sim, ele é homônimo do 'ator da Bombril' e também tinha '1001 utilidades' na sua atividade) assinada por João Batista Natali.
Moreno pediu demissão da Orquestra Sinfônica da USP (OSUSP) cansado com a burocracia interna da Universidade, reclama também das condições de trabalhos dos seus músicos e da sua própria situação:
- "Eu fui dentro da USP uma espécie de ET: não era docente, mas não era tampouco um contratado pela CLT."

A USP não o liberava para viagens profissionais, cancelou a série de concertos "Aquarela" e suspendeu um programa que mantinha 25 jovens bolsistas.

ErudiTos Go Home!

Eu não conheço pessoalmente o maestro Carlos Moreno mas já simpatizo com ele. Principalmente após ler o 'box' "Outro Lado", também publicado com a matéria trazendo a resposta 'oficial' da USP.
Vejam se não merece o 'troféu Madame Natasha' de 'embromation oficial':
- "As decisões (da universidade) são colegiadas e embasadas em análises de mérito por suas comissões e conselhos na defesa do interesse público e acadêmico, sempre com o sentido de elevar as condições de ensino, a produção do conhecimento e o nosso patrimônio cultural".

Bah! O quê quê isso significa? ABSOLUTAMENTE NADA!
Vamos combinar que não é o Maestro que deva se sentir um ET e sim a situação da MÚSICA ERUDITA no País!
Não temos o exemplo 'de cima' de como se faz uma política cultural e estamos vivendo nos últimos anos com um arremedo folclórico de programação cultural disfarçada de 'política cultural'. Discutir o quê, com quem?
Nós, artistas e público que admiramos TAMBÉM clássicos e eruditos somos uns ETs perdidos pelas salas de concerto!

Boa sorte Maestro, deixe os 'terráqueos' para trás, eles não sabem de nada mesmo.

Vai querer pagar quanto?

No intervalo do jogo São Paulo x Atlético PR zapeando a tv caiu na 'trasheria' "Ídolos". Depois de vários 'crimes e atentados' cometidos à arte canora um jurado não suportando mais a sessão de tortura de horas e horas, tal qual Alex na "Laranja Mecânica" pergunta a um pobre participante em resposta ao que ele disse "vivo só de música":
- "Quando você disse que vive de música você faz exatamente o quê: vende cd, aparelho de som...?"

hauahauhauahauah!!!!
Ah, a desgraça humana em busca dos 15 minutos de 'fama' (ops, olha o concorrente aí!)

Teste para a molecada tricolor

O adolescente tricolor Oscar, num 'lusco-fusco' lembrou Kaká, mas depois do penalti perdido perderá também o seu sono por semanas

Acabou agorinha o jogo São Paulo 3 x 4 Atlético PR decidido nos penaltis depois de um modorrento 0 x 0. O Atlético avança agora no torneio da Copa Sul-Americana que não significa nada para ninguém, nem vaga na Libertadores garante, despeitado eu?
Huumm, vamos lá: o meu tricolor com aquele monte de moleque em campo até que foi bem, representando mais ameaça para o adversário, mas vamos combinar que foi mais um treino tático para ver se as apostas sãopaulinas darão certo num futuro bem breve.

Esperava-se muito do adolescente Oscar de apenas 16 anos, que mostrou personalidade e soube sair das jogadas mais duras dos experientes atleticanos simplesmente driblando (num 'lusco-fusco' me lembrou o início de Kaká no time, embora o neo-italiano 'comesse mais grama' era bem melhor), mas com certeza o moleque não dormirá bem hoje depois do penalti perdido que praticamente eliminou o tricolor.
A culpa, claro, não foi dele era o seu 'teste', não era?

O que dizer da primeira batida de penalti do capitão Ceni convertida em gol? RÍDICULA! Desonesta e pseudo-malandra, será que Rogério está se achando 'velho demais' (perante a média do tricolor em campo ESTA SIM!) e usa desses truques horrendos para levar vantagem? Gosh, fiquei com vergonha.
Outra coisa que me irrita horrores no 'meu' goleiro-capitão é essa mania de ficar 'zicando' e 'catiçando' os batedores de penalti quando estes posicionam a bola. Porque 'karáio' o juiz não dá um cartão para ele?
Só por que 'estamos' jogando em casa o Rogério apronta dessas, é uma vergonha!

Bom, o que importa mesmo é que o 'também meu' Liverpool venceu na prorrogação por 1 x 0 o Standard Liege, avançando assim na fase de grupos da Liga dos Campeões.
E lá vamos nós mané!

27 de ago de 2008

Vereador Digital

O "Estadão" lançou no seu site o serviço "Vereador Digital", apresentando a Câmara Municipal de São Paulo (a maior e mais antiga do País, existe desde o século XVI), o papel que um Vereador deve exercer e claro o perfil completíssimo dos candidatos às eleições de 5 de outubro. O Brasil seria bem melhor se esse serviço fosse realizado por TODOS os veículos de comunicação.
Funciona assim, você entra aqui e escolhe o seu vereador ou clica no partido que você simpatiza e escolhe um nome por lá, daí vem a 'ficha completa' com direito a entrevista pela TV Estadão, padronizada, sem direito aquelas baixarias folclóricas que assistimos (EU NÃO!) no horário político obrigatório!

Os candidatos estão sendo entrevistados aos poucos e bem em breve estarão TODOS lá, em imagem, com declaração de bens, propostas e até mesmo o time que ele (a) torce!
Para dar um exemplo, sigo o meu vizinho Tony Goes e pergunto onde estão os canditados gays à vereador, pois bem, ele descobriu pelo PSDB o candidato Marcos Fernandes (45055) e lá fui eu no site vasculhar a vida do cara.
Achei-o simpático, articulado e para um cidadão que é funcionário público há 15 anos e cujo único patrimônio declarado é um imóvel no valor de R$ 135.258,00 o achei honesto também! E o melhor, a sua plataforma é a Cultura.
Taí, ganhou mais um voto mesmo sendo corinthiano, depois nós tricolores é que somos 'bambi', hehehehe, brincadeirinha só para não perder a piada!

E para ser mais democrático ainda a TV Estadão permite que qualquer pessoa 'embed' o vídeo de sua página, dá uma olhada no entrevista com o Marcos Fernandes:

Bandido? Só rindo!

Direto do site da "Uol":
"Homens da força de segurança da Índia praticam terapia do riso durante sessão de ioga em um parque de Allahabad."

Poderíamos importar essa técnica para os membros da Rota, Bope e outras abreviações de polícias estaduais e municipais, será que ia rolar? kkkkkk

'Slam' não passa do 'Ollie'* básico

Adoro o escritor inglês Nick Hornby, li todos os seus livros, me identifico com todos os protagonistas dos seus primeiros best sellers: "Alta Fidelidade", "Um Grande Garoto", "Como Ser Legal" e "Febre de Bola", todos marmanjos com uma cultura essencialmente 'pop' que não sabem muito bem como agir 'na primavera dos trinta e poucos anos'. Não é a toa que estes romances citados foram adaptados para o cinema com muito suceso.

Mas eis que surge o novo "Slam", que acabei de ler, direcionado a um público 'mais jovem' contando a história de um skatista (nascido de um 'susto', quando sua mãe tinha apenas 16 anos) e a dura transição daquela fase 'fim da adolescência, início de qualquer coisa'.
O moleque transa pela primeira vez com a primeira namorada aos 16 anos, repetindo sua mãe, e ... bom, não conto mais nada, hehehehe.

O lance é que o livro já chega 'velho e tarde demais'.
Depois de "Juno" com aquele roteiro ótimo e o tratamento dado aos adolescentes praticamente tudo já foi dito sobre o tema. Difícil buscar uma forma nova para contar essa história e infelizmente Hornby pesa a mão, o livro é chato de ler e repetitivo tentando 'acertar a pegada' adolescente.
Tem um ótimo capítulo em que se explica porque um personagem se chama 'Rufus', mas é pouco vindo de pérolas como "Alta Fidelidade".

Talvez o fato de ser um livro 'infanto-juvenil' (ainda existe esse termo ou esse público?), ou mesmo ter forçado a barra de certas passagens mais 'cinematográficas' tenha influenciado Hornby no estilo.
Quem sabe teremos mais um sucesso nos cinemas ou, sei lá, o público juvenil o descubra e adore. Eu passo!
...

*Ah, ia me esquecendo, quem já se arriscou numa prancha de skate sabe que 'Ollie' é a manobra básica para as primeira dores no tornozelo (e eu digo, dói mesmo mano!), trata-se daquele saltinho que o cara dá e tira o skate do chão.
...

Trecho:
- "(...) Eu sabia que aquilo era covardia, mas às vezes a gente precisa ser covarde, não é? De nada adianta ser corajoso e acabar destruído. Digamos que você dobrasse a esquina e encontrasse cinquenta membros do Al Qaeda. Nem cinquenta. Cinco. Nem cinco. Um, com uma metralhadora, já seria suficiente. Você poderia não se sentir bem se saísse correndo para se salvar, mas que alternativa teria? Bom, eu já havia dobrado a esquina, e encontrei um membro do Al Qaeda com uma metralhadora. Só que ele era um bebê, e não tinha uma metralhadora de verdade. Pensando bem, porém, no meu mundo um bebê, mesmo sem metralhadora, equivalia a um terrorista fortemente armado. (...)"

Quer se Jogar?
"Slam"/Nick Hornby
Editora Rocco, R$ 33,00

26 de ago de 2008

Fechou a porteira, agora é só choradeira

O S.P.F.C. fechou a porteira para saídas e entradas de jogadores, e o torcedor ganha o quê?
Alex Silva (ao lado feliz) depois do bronze na Seleção volta para o time apenas para se despedir dos amigos e quem sabe festejar com churrasco e pagode a sua venda para o Hamburgo/Alemanha por cinco temporadas pela bagatela de R$ 31 milhões (R$ 6.2 milhões) para o tricolor.

O time não vai bem, nos campeonatos disputados no primeiro semestre perdeu o Campeonato Paulista e está morníssimo no Brasileiro, com certeza não ganharemos. Embora a porteira esteja fechada para os jogadores uma sombra cada vez maior ronda o CT de olho em Muricy para a Seleção, e aí Juvenal como ficamos?

A Velha e o Monstro

OLHAR URBANO

A Velha está sempre ali na rua da Consolação, pouco antes da Maria Antônia, não se sabe quem ela protege atrás de um muro de placas de latão nem se ela vencerá a batalha que irá travar com o Monstro.

A velha e...

...o Monstro

A Velha e o Monstro

Olhar urbano cubano por 'Generación Y'

O sempre comentado por aqui "Generación Y" trouxe no post de 24 de agosto um momento "Olhar Urbano" que vocês já conhecem deste Viralata. "Lo que veo alredor" de Yoani Sánchez começa o texto assim:
- "Una ciudad no sólo se identifica por su gente, su arquitectura o sus plazas, sino también por sus vallas, posters y grafitis."

Assino embaixo, com uma câmera na mão ela saiu fotografando ao redor da sua casa, o resultado completo você vê aqui, mas eu adiando algumas fotos.
Que falta faz uma lei "Cidade Limpa" por lá não é mesmo?

Lei e Ordem?

Lembram do garotinho de 11 anos que roubou um carro na semana passada aqui em São Paulo? Pois é, quatro dias depois, eis a manchete do "Estadão" online:
"Menino detido pela sétima vez é levado para abrigo em São Paulo"

O moleque que já foi detido sete (!) vezes pela polícia neste ano estava acompanhado de uma turminha que tinha entre 14 e 16 anos.
O quê fazer?
...

Quando o Estatuto da Criança e do Adolescente/ECA (veja o texto completo no site do governo, aqui) foi promulgado em forma da Lei 8069, em Julho de 1990, foi elogiadíssimo em todas as partes do mundo e elevado a categoria exemplar de uma lei que serviria para todas as comunidades do primeiro mundo.
Logo nos primeiros parágrafos das "Disposições Preliminares" estão lá os artigos que encheram de orgulho a nossa Nação:
- Art. 3º A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade.
-Art. 4º É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.

Alguma coisa não anda lá muito bem com a nossa sociedade.
Os pais não sabem como educar, o governo não sabe muita coisa, o Congresso vive uma realidade que esta longe de espelhar o cotidiano do povo que o elegeu, a polícia (ou o judiciário) muitas ficam 'algemados' numa situação como essa e a bola de neve gira até esse moleque virar um assassino, se é que ele viverá tanto para isso!

O mundo é deles, fazer o quê?

25 de ago de 2008

Infelizmente é tudo verdade

A pior sensação que se tem ao assistir ao filme "Um Crime Americano" de Tommy O'Haver é saber do envolvimento de crianças, e quase meia escola, nas sessões de tortura com a pobre Sylvia Likens (tocante interpretação de Ellen-Juno-Page) por meses sem que ninguém tomasse iniciativa em denunciar as maldades.
A desequilibrada Gertrude Baniszewski (a sempre excelente em qualquer papel Catherine Keener), também sádica e ninfomaníaca, é de uma frieza que deixaria o clássico 'das maldades infantis' "Mommie Dearest" parecer brincadeira dos 'teletubies', que me perdoe a também 'tan-tan' Joan Crawford.

Essas sessões 'é tudo verdade' me deixam desconcertado, a vida real é tão patética que não acreditamos que pessoas, e não personagens, possam agir de forma tão primitiva e violenta.

"Flashbacks de um idiota"

Craig e a sua versão 'adolescente glitter' (de jaquetinha cintilante) no filme "Reflexos da Inocência/Flashbacks of a Fool", o velho e bom Bowie influenciando gerações e gerações e gerações...

O quê tem em comum os filmes "C.R.A.Z.Y", "Control" e o recém estreado "Reflexos da Inocência" (título brasileiro 'difícil' para o adequado "Flashbacks of a Fool")?
Pra começar todos têm como protagonista adolescentes em crise (pessoais) nos meados, para o fim, dos anos 70, e em segundo lugar: DAVID BOWIE!!!!
E com direito a dublagem no espelho e 'make'!
Os diretores nem podem ser acusados de obviedade, já que é praticamente IMPOSSÍVEL representar um adolescente nos 'anos incríveis' que ama Bowie e não o tenha dublado no espelho maquiado, até eu já passei por essa cena, 'oops I did it again'...

O diretor de "Flashbacks...", Baillie Walsh, é também diretor de clips descolados da Björk, New Order, Massive Attack, Oasis e outros megas e soube também conduzir uma história melancólica e delicada com toques pop, para isso teve a sua disposição o 'neo' astro Daniel Craig que, vamos dizer assim, esteve beeeeem entregue ao personagem, aceitando cenas de nudez sem se preocupar com a 'tarja 007' de conduta, como vocês podem ver ao lado na primeira cena do filme.

O filme é ótimo, o roteiro é muito bom e todos os atores estão bem... bom, então vá assistir e depois a gente se fala.

24 de ago de 2008

'Fiasco olímpico' por Vinicius Torres Freire

Mais uma vez faço meu o texto publicado por Vinícius Torres Freire na "Folha" de hoje sobre o fiasco brasileiro nas Olimpíadas. Como a versão online é apenas para assinantes disponibilizo aqui embaixo para vocês. Enjoy!

São Paulo, domingo, 24 de agosto de 2008

VINICIUS TORRES FREIRE


A fantasia da decepção olímpica

Taras nacionais produzem tanto as certezas míticas de vitórias como as frustrações irrealistas com os resultados

FIASCO olímpico. É o que diz a decepção amargurada desses dias em que outra vez se frustra nosso sonho juvenil de "potência emergente". Mesmo o espírito mais leve das nossas piadas autodepreciativas não esconde a raiva da privação do desejo insatisfeito ("Quando a gente não é o melhor, a gente avacalha", dizia o "Bandido da Luz Vermelha" de Rogério Sganzerla).
Mas por que desejamos nos enganar? Nem se entre em complexidades a respeito da dúbia relevância do sucesso esportivo ou da perversão nacionalista. A dúvida é sobre o motivo do desejo de falsear a realidade (os atletas até foram bastante bem).
Sucesso no esporte depende de riqueza, saúde, educação e pretensão política de supremacia internacional. Ou é propaganda de regime totalitário, que falsifica a vida precária de seus cidadãos por meio de vitórias decorrentes de recrutamento e treino militar de atletas, quando não da adulteração direta de resultados (muito recorde esportivo data ainda do final da Guerra Fria, quando soviéticos e americanos se dopavam de montão). Enfim, tradição cultural e competitiva também conta.
Para que nossa "riqueza" por pessoa fosse parecida com a da Itália, a população do Brasil não poderia passar de 36 milhões. Algo assim como a de Argentina ou Canadá, uns 40% menor que a de Itália, França ou Reino Unido. Nossos resultados esportivos são compatíveis com esse índice "população-renda". Mas isso é brincadeira aritmética. Somos pobres ainda em saúde, igualdade social e eficiência no uso de recursos.
O Brasil não é saudável nem educado. Fica pelo 70º lugar no IDH, ranking de qualidade de vida (saúde, educação e renda). No quadro de medalhas (ranking meio fajuto), ficamos entre 20º e 30º. Para melhorar de imediato, teríamos de falsear a realidade. Gastar em esporte de alto nível (ou, talvez inútil, na bandalheira de alto nível das obras para a "Olimpíada é nossa"), enquanto faltam creche, esgoto e escola infantil.
Considerem os nossos sucessos. O vôlei. Dependeu da riqueza do ABC e do interior paulistas, do bem-estar social da região Sul, do patrocínio de empresas privadas, do bom nível educacional de dirigentes, comissões técnicas e atletas (vide a gente horrorosa da cúpula do futebol).
O judô se massificou por meio da classe média paulista. Mas tal massificação dependeu mais de gosto e competência do que de infra-estrutura (como caras piscinas e equipamentos para atletismo e ginastas).
Mas já há bom dinheiro público no esporte, de estatais e isenção de impostos. A maioria dos dirigentes, porém, é tosca, há dinastias mafiosas em federações e, para variar, a prestação de contas é escassa. Enfim, somos competitivos? Deixe-se de lado o "caráter nacional" ou o "complexo de vira-latas". Não temos é competição. O país é tão desigual que a competição de alto nível é, desculpem, baixa. Vide o "terrível funil do vestibular", as "dezenas" de candidatos por vaga. Os candidatos reais são os poucos que têm boa escola. Mesmo esses vão mal em testes internacionais. Em geral, estudantes ricos levam a vida na flauta, pois competem por vagas universitárias com colegas de escolas deploráveis.
Compare-se a vida tranqüila de um colegial de classe média alta, o que acaba nas USPs, com a de um garoto alemão ou americano, que tem de gramar e competir à vera por boas escolas. Por excesso de injustiça, entre outros fatores, nos falta massa crítica em educação e saúde.
Em Copas ou em Olimpíadas, vivemos a euforia angustiada de gente insegura ou bipolar, que sofre com a frustração da certeza mítica ou marqueteira de vitória. Mítica: desvinculada das idéias de esforço e de disciplina do aperfeiçoamento, mentalidade que é um tipo de ignorância e um reflexo do menosprezo do mérito e da igualdade de oportunidades.

vinit@uol.com.br

'Eu prometo...'

Gilberto Dimenstein na "Folha" de hoje sobre as eleições municipais em São Paulo:
- "O que está em jogo nesta eleição não é se São Paulo vai melhorar - mas quanto o próximo prefeito estará à altura da cidade e conseguirá apressar esse movimento".

Troque a 'cidade de São Paulo' da frase acima por: Rio de Janeiro, Manaus, Porto Alegre, Salvador, etc... entendeu o drama?

Você salta como eu salto?

Mattew, australiano, gay, ouro e 'absolutely gorgeous'

Surpreendentemente foi o site do "Estadão" e não o dos 'simpatizantes' "Folha" e "Uol" que destacou a homossexualidade do saltador australiano Mattew Mitcham, Ouro em Pequim nos Saltos Ornamentais deixando boquiaberto os chineses

Ah e daí, o que importa mesmo é o resultado da prova e não a condição sexual do atleta, você pode retrucar, mas o lance é que entre 10.500 atletas num país 'light-ditatorial' disputando uma olimpíada mega-panfletária que assume sua 'opção-preferência' isso é notícia de primeira página em qualquer veículo de comunicação SIM! Leia a matéria completa aqui.

- "Ser gay e saltador são duas coisas completamente separadas em minha vida", disse a jornalistas. "Estou feliz comigo mesmo do jeito que eu sou."

Isso dito depois de uma crise de depressão em 2006 e de ter praticamente desistido do esporte soa como mais uma vitória pessoal e merecidíssima a esse jovem de 20 anos que já provou ter superado praticamente todos os 'saltos' da vida.
Sucesso 'bee'!


22 de ago de 2008

Quantos anos tem seu ídolo?

Ainda 'fazendo a inglesa' dei um zap pelo site da BBCBrasil que anuncia uma exposição a ser inaugurada em Londres com roqueiros mortos aos 27 anos, "Forever 27".
Dos mais famosos você conhece alguns como, Jimi Hendrix (acima), Janis Joplin, Jim Morrison ou Kurt Cobain, mas o lance é que estão expostos mais de 30 (!) malucos que foram cedo demais, muitas vezes de maneira bem estúpida.
...

Se Joga:
Se você já está com as passagens compradas da um pulo na Galeria Proud Camden de 21/08 até 09/11. É de graça véio!

Barack'n Roll 08: o candidato fashion

As últimas notícias sobre a disputa entre os presidenciáveis americanos dão conta do 'mano-a-mano' em que se encontram McCain e Obama. Neste final de semana o candidato democrata anunciará o seu vice, daí veremos como o eleitor norte americano se comportará.

Se a medição for feita em termos 'trend' Obama já ganhou disparado! O diário inglês "Guardian" traz um ensaio de moda e diz: "Obama in fashion: The man for the young americans", e aí vai vestir?

Ed Ballard, arquiteto de 31 anos (fotografado por Gaia Cambiaggi) diz: "as pessoas votarão nele por razões políticas mas a sua raça e de onde ele vem faz com que muitos se identifiquem com ele. Este é o motivo pelo qual alguém possa ficar feliz em vestir uma camiseta com o seu nome".

21 de ago de 2008

Há luz no fim da praça!

OLHAR URBANO

Quem frequenta os arredores do 'off-off broadway' paulistano conhece muito bem a Praça Roosevelt e suas atrações, também sabe que a tão propagada reforma já começou a sair do papel.
Como moro bem próximo da praça acompanho de perto o lento trabalho que já pode ser visto das ruas paralelas.
Aproveitei então esses dias secos, mas com uma luz incrível, e fotografei os últimos grafittis deixados por lá, selecionei alguns aqui e o resto você pode ver na minha página do Flickr, aqui!

Onde agora é só entulho antes abrigava um supermercado...

... pelas colunas "Acrobacias" à la Keith Haring...

... convivem com a "Cabeça de Malandro", traço bem brasileiro...

... que marca com a "Digital" uma arte cada vez mais reconhecida mundo afora.

Que as ruínas metropolitanas desta praça...

...renasça em LUZ...

... MUITA LUZ!

Tony Goes deu primeiro!

Excelente post do sempre antenadíssimo Tony Goes sobre a doação para campanha de John McCain feito pelo co-fundador e presidente do site "Manhunt" Jonathan Crutchley, detalhe ele teve de renunciar. O título é "O Dia da Caça".
Sabe aquele terreno sombrio e polêmico que envolve homossexuais, direita-esquerda, liberdade de expressão e luta de classes (ou categoria, se você preferir)? Então, tudo se mistura com esse episódio.
Entra lá e leia tudo, inclusive os comments, tem um muito bom sobre 'a tirania' que cerca todo gay com a obrigação 'de ser de esquerda'.

Sempre a mesma história (ou: assista ao filme, leia uns livros)

Acabei de assistir ao novo filme (na verdade de 2007, só lançado agora) do budista Richard Gere "A Caçada/The Hunting Party" contracenando com o sempre ótimo Terrence Howard.
O filme tem uns probleminhas de roteiro, fica entre o piegas e o 'gonzo' e erra a mão nos vilões, mas traz no centro do seu conflito um tema bem atual e pertinente a ser discutido: com tanta tecnologia e gente preparada nos países civilizados porque ninguém 'encontra' os tiranos que barbarizaram meio mundo, tipo Bin Laden e outros ditadorzinhos canastrões que se escondem por aí?

O filme mistura ficção e realidade transformando Gere num jornalista e Howard em seu 'camera man' que saem em busca do genocida sérvio Radovan Karadzic (que hoje está sendo julgado pelas barbaridades cometidas). A pergunta (a)final, tanto do personagem de Gere quanto nos 'letreiros-moral-da-história' do fim deixa o espectador com um sorriso irônico:
- "Como a ONU, OTAN e Haia "juntas" não conseguem encontrar criminosos deste quilate que por vezes estão até em listas telefônicas? Porque os EUA oferecem 5 milhões de dólares para encontrar um genocida sérvio com um número 0800 que só funciona nos EUA?"

No filme a CIA sabe onde o criminoso está e praticamente 'o protege' para que seja cumprido o acordo entre estas organizações humanitárias (?!) cheia de siglas, ele não fala o que sabe e as potências fazem todo o circo que já conhecemos de cor.

...

Este tema do filme é tratado de maneira bem mais densa e contextualizada nestes últimos livros que li:

O tratado que Robert Fisk escreveu (já comentei por aqui) , "A Grande Guerra pela Civilização", já traçava esses meandros obscuros entre agências de segurança de governos influentes com gente da pior espécie como Saddam Husseim e Bin Laden. Hoje não é segredo para ninguém que a própria CIA treinou, armou e deu dinheiro para Bin Laden lutar contra os russos no Afeganistão e que por muito tempo os EUA o tinham como um excêntrico aliado.
A mesma ladainha também já li e comentei no excelente "O Vulto das Torres" de Lawrence Wright (ao lado) na fila para ser lido e que parece ser a consequência disso tudo é "Blackwater" do jornalista americano Jeremy Scahill que fala sobre o milionário mercado de mercenários espalhados pelo mundo que estão 'privatizando as guerras'.

...

Para continuar com o tema os jornais de terça-feira deram como manchete a renúncia (para evitar um impeachment) do ditador paquistanês e 'ex-melhor amigo dos americanos' Musharraf (ao lado com seu cabelinho ridículo).
O 'enredo' real é o mesmo apontado por estes livros e pela 'oferta de simpatizantes' em prol da luta americana em promover o fim do terrorismo mundial figuras como essa (e suas 'negociatas') ainda povoaram as páginas dos jornais por muito tempo.

20 de ago de 2008

O Sal é o limite (ou: a Noruega é aqui)

Camada por camada, entenderam?

Duas coisas estão me chamando a atenção na imprensa nos últimos dias, o conflito russo no Cáucaso e essa história do governo brasileiro criar uma estatal para exploração do "pré sal" depois da descoberta pela Petrobras de um megacampo na Bacia de Santos.
Fala a verdade, quantas vezes nas últimas semanas você já ouviu ou leu sobre essa história de pré sal?
Fiquei arrepiado só em pensar nas lembranças que o slogan "O Petróleo é nosso" traz e tenho motivos, pelos discursos do presidente Lula a criação de uma nova estatal seria para que "as nossas riquezas não caíssem nas mãos do capital estrangeiro" e seria também uma fonte de investimento em educação, claro que ele nunca é imperativo quanto a criação da nova estatal e tergiversa quando pressionado mas nos bastidores o projeto corre solto!

Hummm, esses projetos sociais... bom, vocês se lembram da CPMF como "fonte de investimentos" na saúde, do 'Fome Zero' (what?), da 'contrapartida social' para ter projetos culturais aprovados pelo Minc/Funarte/Banco do Brasil, etc...

O modelo para o sucesso administrativo/social é a Noruega, mas será que o ministro que cuida da área de "Minas e Energia" do país escandinavo 'chega aos pés' do nosso néscio Edison Lobão e sua patota?
Essa história ainda vai render horrores, se liguem!

O Garoto Enxaqueca da Consolação

OLHAR URBANO

Logo ali, saindo da Amaral Gurgel e pegando o acesso para subir a Rua da Consolação, o Garoto Enxaqueca, sempre rebelde, não tá nem aí para quem passa na calçada.

18 de ago de 2008

Lourival Sant'Anna, correspondende de guerra 'Brazilia'

Tenho acompanhado o conflito russo por vários veículos de comunicação mas o que mais tem me chamado a atenção são os relatos do correspondente do "Estadão" Lourival Sant'Anna, enviado para a Gori, Tskinvali, Tbilisi e todo o 'olho-do-furacão' naquela região que já virou terra de ninguém no Cáucaso.

A descrição em duas páginas no Estadão deste domingo de como Sant'Anna teve, num mesmo dia por três vezes um fuzil apontado para si (numa das vezes acharam que ele fosse georgiano, mas os gritos de 'Brazilia, Brazilia' o salvaram!), pulou de um carro em movimento sob ameaça de morte, foi preso por soldados russos até finalmente chegar em Gori, terra natal de Stalin, é tão eletrizante como num romance de guerra.

Triste é saber que a realidade é mais terrível do que qualquer ficção, o relato sobre um soldado Ossétio, Andrei, de apenas 22 anos que o acompanha é tristíssimo:
- "(...) Ficou com os olhos marejados, ao descrever a ofensiva georgiana: 'Foi horrível'. Andrei me mostrou o jardim de infância ao lado do quartel, destruído pela artilharia. Saímos, enquanto ele me explicava o que era cada prédio destruído. 'Espero que um dia esse conflito se resolva, mas vai levar muito tempo'".

Parte da reportagem você pode acompanhar aqui, direto de Tbilisi ele fala para a Rádio Eldorado neste podcast e aqui imagens de um vídeo que ele fez em Gori na semana passada.

17 de ago de 2008

À espera do Fênix!

Triste registro do Ivam Cabral (especial para a Uol) bem no início do incêndio. Moro na esquina da mesma rua do teatro, 'o cheiro das histórias' do Cultura ainda está presente pelas redondezas

O incêndio que destruiu o Teatro Cultura Artística nesta manhã em São Paulo não teve vítimas fatais mas TODOS NÓS SOMOS VÍTIMAS quando um teatro acaba, vira estacionamento, fecha ou se incendeia.
Perder um bem público da riqueza de um Teatro traz uma dor irreparável principalmente para nós artistas, mas depois que vi putas, clientes, moradores e curiosos - e muitos - chorando incrédulos diante do teatro percebi que mesmo quem nunca entrou num teatro sentia que havia perdido algo.
Há esperança!

Ao final o que restou foi o painel da fachada do Teatro, assinado pelo mestre Di Cavalcanti em 1950

Viralata de Raça!

1968-2008

Quarenta anos depois confesso que cheguei mais longe do que meus sonhos e desejos pudessem imaginar. Embora ainda hajam lacunas a serem preenchidas posso dizer que até aqui me considero um homem realizado!

Todo o meu amor a minha linda e alegre família (incluindo aí os amados agregados), aos meus amigos do coração e colegas de trabalho, meu muitíssimo obrigado por fazerem parte da minha vida. E a você que caiu por aqui de gaiato, obrigado pela visita.
Me aguentem agora por mais quarenta anos, quem sabe, estarei impossível!


...

Não precisei de muito tempo para escolher uma música que simbolizasse ao mesmo tempo o que fiz até hoje e tudo o que ainda me espera pela frente. Quem me acompanha por aqui sabe das minhas preferências e escolhas, não é surpresa para ninguém então que a minha canção símbolo da metade da minha vida seja exatamente uma do "Pink Floyd" do álbum "The Dark Side Of The Moon", carinhosamente autografado pelo meu novo amigo Roger Waters.
O despertador está tocando...

Time

Ticking away the moments that make up a dull day
You fritter and waste the hours in an off hand way.
Kicking around on a piece of ground in your home town
Waiting for someone or something to show you the way.

Tired of lying in the sunshine staying home to watch the rain.

You are young and life is long and there is time to kill today.

And then one day you find ten years have got behind you.

No one told you when to run, you missed the starting gun.

And you run and you run to catch up with the sun, but it's sinking

And racing around to come up behind you again.

The sun is the same in the relative way, but you're older
And shorter of breath and one day closer to death.


Every year is getting shorter, never seem to find the time.

Plans that either come to naught or half a page of scribbled lines

Hanging on in quiet desparation is the English way

The time is gone the song is over,
thought I'd something more to say.

16 de ago de 2008

Rei

16 de agosto de 1977, eu tinha 9 anos e compreendia, com tristeza, exatamente o que meu pai me dizia:
- "Elvis morreu!"

Hoje 31 anos depois acho que nem os filmes dele que passavam na sessão da tarde existem mais, nenhuma lembrança nos jornais, nem retrospectiva, nada.

A descolada "Camiseteria" lança nesta temporada esta estampa limitada "O Rock Nunca Morre", assinada por Matheus Lopes. Entra no site/blog faça o seu pedido e carregue o 'gorducho' no peito, eles entregam em todo o território nacional.