27 de ago de 2008

'Slam' não passa do 'Ollie'* básico

Adoro o escritor inglês Nick Hornby, li todos os seus livros, me identifico com todos os protagonistas dos seus primeiros best sellers: "Alta Fidelidade", "Um Grande Garoto", "Como Ser Legal" e "Febre de Bola", todos marmanjos com uma cultura essencialmente 'pop' que não sabem muito bem como agir 'na primavera dos trinta e poucos anos'. Não é a toa que estes romances citados foram adaptados para o cinema com muito suceso.

Mas eis que surge o novo "Slam", que acabei de ler, direcionado a um público 'mais jovem' contando a história de um skatista (nascido de um 'susto', quando sua mãe tinha apenas 16 anos) e a dura transição daquela fase 'fim da adolescência, início de qualquer coisa'.
O moleque transa pela primeira vez com a primeira namorada aos 16 anos, repetindo sua mãe, e ... bom, não conto mais nada, hehehehe.

O lance é que o livro já chega 'velho e tarde demais'.
Depois de "Juno" com aquele roteiro ótimo e o tratamento dado aos adolescentes praticamente tudo já foi dito sobre o tema. Difícil buscar uma forma nova para contar essa história e infelizmente Hornby pesa a mão, o livro é chato de ler e repetitivo tentando 'acertar a pegada' adolescente.
Tem um ótimo capítulo em que se explica porque um personagem se chama 'Rufus', mas é pouco vindo de pérolas como "Alta Fidelidade".

Talvez o fato de ser um livro 'infanto-juvenil' (ainda existe esse termo ou esse público?), ou mesmo ter forçado a barra de certas passagens mais 'cinematográficas' tenha influenciado Hornby no estilo.
Quem sabe teremos mais um sucesso nos cinemas ou, sei lá, o público juvenil o descubra e adore. Eu passo!
...

*Ah, ia me esquecendo, quem já se arriscou numa prancha de skate sabe que 'Ollie' é a manobra básica para as primeira dores no tornozelo (e eu digo, dói mesmo mano!), trata-se daquele saltinho que o cara dá e tira o skate do chão.
...

Trecho:
- "(...) Eu sabia que aquilo era covardia, mas às vezes a gente precisa ser covarde, não é? De nada adianta ser corajoso e acabar destruído. Digamos que você dobrasse a esquina e encontrasse cinquenta membros do Al Qaeda. Nem cinquenta. Cinco. Nem cinco. Um, com uma metralhadora, já seria suficiente. Você poderia não se sentir bem se saísse correndo para se salvar, mas que alternativa teria? Bom, eu já havia dobrado a esquina, e encontrei um membro do Al Qaeda com uma metralhadora. Só que ele era um bebê, e não tinha uma metralhadora de verdade. Pensando bem, porém, no meu mundo um bebê, mesmo sem metralhadora, equivalia a um terrorista fortemente armado. (...)"

Quer se Jogar?
"Slam"/Nick Hornby
Editora Rocco, R$ 33,00

2 comentários:

geheimnis disse...

tsc tsc tsc...
fica lendo o confirmado e esquece de apostar no time novo. não sabe que o UBER livro pop adolescente se chama MUSICA PARA QUANDO AS LUZES SE APAGAM???

maaaaaaaan
helouuuuuu!

mas na boa. eu larguei o slam na metade. sou MUITO fã do hornby. a long way down me tirou do chão. mas esse slam... no no no!

o problema é qdo tiozão se propõe a falar com adolescente. aí sempre dá merda.

viralata disse...

hauahauha!!! "Musica..." tá na fila, juro! kkkkk
Realmente o tiozão errou feio...