20 de set de 2008

Nós, 'minorias sexuais' também votamos

Campanha eleitoral é sempre aquela bizarrice né? Candidatos comem as coisas mais absurdas da culinária popular, agarram a primeira criança que vêem pela frente, amam taxistas, andam de ônibus, trem, pulam de asa delta e amam os gays, oops eu disse 'amam'?!
Nós gays fazemos parte do universo 'bizarro' a ser conquistado pelos políticos de qualquer partido que se preze, excessão talvez para o do Maluf que quando fala sobre o tema reforça a sua preferência sexual como um primata (como se algum gay na face da terra pudesse ter atração por esse senhor, bom, pensando bem há gosto para tudo), conquista aliás que não tem nada a ver 'apenas' com simpatia pela causa, bem entendido!

Somos um grupo que faz mover boa parte da economia paulista ('ficarei' apenas em SP) bem antes de fazermos da "Parada Gay" uma das maiores do mundo e, evidente, o evento mais 'rendoso e vistoso' para a cidade. Quem quer descartar um público deste, além de evangélicos fundamentalistas?
Historicamente o PT sempre foi 'avant' sobre o tema, a primeira vez que votei em Marta Suplicy (sim e foi só essa garanto!) aliás foi exatamente por causa do seu esforço em apresentar ao Congresso, em 1995, um projeto de lei de "Parceria Civil entre Pessoas do Mesmo Sexo". Pouca gente se lembra que Marta precisou de um partido como aliado nesta luta e junto com o então deputado Roberto Jefferson (sim, ele mesmo) que também tinha um projeto semelhante, uniu forças independente de crenças políticas.
Infelizmente 13 anos depois o inferno tem mais uma 'boa intenção' na fila do juízo final!

Mesmo hoje quando vivemos ares mais 'modernos' com todas as conquistas, visibilidade, filmes indicados a Oscar, novelas 'com ou sem beijo gay no final', etc..., o tema AINDA consta na agenda pública mais como algo 'politicamente correto' do que como um plano de metas e ações sérias e honestas.
Digo isso após ler, sem a menor surpresa, no "Estadão" de hoje "Em SP candidatos ocultam projetos para minorias sexuais" que você pode acessar a versão online aqui!
É pouco, muito pouco ainda em vista do que representamos.

2 comentários:

Queer Girl disse...

Triste, né?
Aqui no Rio temos o candidato evangélico, o do Cabral - Eduardo Paes (que apoia os direitos dos homossexuais), o Gabeira e a Jandira (que dizem ser do babado). Ou seja, se o evangélico não ganhar, sabemos que não haverá caça às bruxas e que poderemos ter mais direitos reconhecidos. Agora, se o partor ganhar, já sei que fujo daqui ou morro queimada na fogueira!
Ou somos votos ou somos dinheiro. Espero a hora que nos verão como seres humanos lindos e plenos!
Êta país!!
bjos,
Mari

viralata disse...

Pois é Mari acho que para eles não somos nem votos nem dinheiro, simplesmente não existimos! Vamos fazer assim, se esse pastor ganhar a gente faz uma fogueira pra ele e acende na primeira 'bola fora'... hehehe
Bj