25 de mar de 2009

"La Voix Humaine", é hoje!

Segue abaixo o texto que escrevi para o programa do espetáculo "La Voix Humaine/A Voz Humana" que estréia hoje com Celine Imbert.
Antes de tudo muito obrigado a toda a equipe envolvida nesta produção!
MERDA!!!
...

Novamente mais uma chamada recebida

A primeira vez que Celine Imbert cantou “A Voz Humana” eu estava na platéia e ainda não a conhecia, já na segunda vez, com regência de Abel Rocha, e novamente dirigida por Iacov Hillel, eu trabalhava como assistente de direção e iluminação e, quem diria, iniciava ali uma grande amizade e parceria!Nem pisquei os olhos em atender novamente esta chamada do maestro Abel para assinar esta nova encenação!

Discutindo a concepção do espetáculo, Abel me sugeriu pensar num prólogo para a “Voz”, menos pela musica que já fala por si, mais pelo caráter teatral da personagem.
Ampliei então a conexão com a solidão, esperança e desespero que cruza esta personagem de uma forma às vezes patética e por outras, simplesmente, triste mesmo cuja lembrança com Piaf (melhor amiga de Cocteau) não seria mera coincidência.

Diz a lenda que Cocteau, soube da morte de Piaf pelo radio e enfartou, morrendo no mesmo dia da amiga! Minha homenagem a esses amigos, literalmente inseparáveis, foi transformar esta “Mulher” numa cantora de cabaret, interpretando neste ‘prólogo’ canções que recriam seu ‘estado de espírito’ antes do primeiro toque do telefone, fechando assim um ciclo de espera e melancolia.

No século da comunicação digital não existe mais linhas cruzadas, estamos ainda solitários a espera de um simples “Eu te amo!”.


Se Joga:
Ópera: "La Voix Humaine/A Voz Humana" de Poulenc, libreto Cocteau
Regência: Abel Rocha
Direção Cênica, Concepção e Iluminação: Caetano Vilela
Cenários: Chris Aizner
Figurino: Olintho Malaquias
Fotos: Jefferson Pancieri

Teatro S.Pedro, dias 25, 27 e 29 de março
Fone: 11-3667.0499

4 comentários:

Glorinha disse...

Caetano, "No século da comunicação digital não existe mais linhas cruzadas, estamos ainda solitários a espera de um simples “Eu te amo!”...
puxa...é isso, tão simples, básico e humano...e tão difícil...
[[]]abraço vc querido amigo!

Glorinha disse...

Caetano, e sendo assim escrevi inda agorinha esse escrito...e foi procê!

Virtual

Amigo virtual...tenho alguns
Alguns amigos virtuais são tão reais
Alguns mais reais do que os “reais” de carne e osso...
Virtualmente ocorre uma sinergia, entrega de papeis sem pré-condição ou pré-conceito
Troca de experiências sem formatações definidas pelo olhar, nosso primeiro auditor e sensor de aprovação ou não das coisas reais que pensamos ver com nitidez
Assim.encontro-me com amigos virtuais reais...amigos de fé
Estranho, não me sinto estranha, parece isso muito tem a ver comigo
Meu gosto pelas pessoas vai primeiro pelo pensar e agir...depois pelo olhar talvez a mais remota morada da verdade contida dentro de cada corpo humano
Assim me pareço e apareço, apresento-me para o virtual tão inegavelmente igual ao meu apresentar para o real
Insólito isso, como o virtual muitas vezes nos atinge tão forte como o real
Afinal, que classe é essa virtual?
Depende...
Para você ,meu amigo, não te chamarei de virtual, pois você é meu amigo real, tão real quanto o sol do meio-dia, a lua da noite.
Não te toco ou abraço, não te conheço com meu olhar no seu, mas, te admiro, te conheço um pouquinho pelo seu andar e mais que isso, me identifico nessa estrada.

[[]]Glorinha_b

viralata disse...

Puxa Glorinha!!!!!
Obrigado querida, muitas destas amizades são realmente extremamente verdadeiras, saiba que a recíproca é verdadeira.
Beijão

Olintho Malaquias disse...

Passei o info adiante. Beijos!