31 de mar de 2009

"Um tapa na cara de quem se dispõe a amar"

Ainda sobre "A Voz Humana", direto do Blog do João Luiz Sampaio:

31.03.09

Três despedidas
por João Luiz Sampaio, Seção: Idéias soltas 13:49:35.

O telefone toca, uma, duas, três vezes antes da ligação aguardada. No texto de Jean Cocteau, a mulher abandonada anseia por uma última conversa com o homem que ama – e a trocou por outra. Sonha, ao telefone, com a volta. Agride, sente-se agredida; parte, volta; implora, afasta-se. Em A Voz Humana, o texto de Jean Cocteau e a música de Francis Poulenc se articulam entre a palavra e o silêncio. O tema é a ausência. Com quem essa mulher fala? Será que fala mesmo com alguém? E se cada linha cruzada, cada ligação perdida fossem apenas momentos de alternância da mente de uma mulher à beira do fim? Céline Imbert é uma grande atriz. Na concepção do diretor Caetano Vilela, abre o espetáculo como uma cantora de cabaré. Canta Piaf. É aclamada pelo público e, em seguida, se depara com a ausência dos holofotes. Busca ao telefone, naquele homem que anseia, aquilo que não sente mais dentro de si. São poucos mas diferentes momentos os que compõem a cena. E Céline cria para cada um deles uma marca inconfundível, acompanhada de perto pela regência de Abel Rocha. "A Voz Humana" é um tapa na cara de quem se dispõe a amar.
...

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4 comentários:

Sandra disse...

Lindo...
Como a foto de abril. Linda...
De doer...

viralata disse...

Merci amor
Bj

marcosnauta (Marcos Damigo) disse...

Uau, vi o video no blog do Abel, que lindo, o cenário, aquela janela no fundo, a Celine...
Arrasou, lindão!
Beijos!!

viralata disse...

Obrigado querido... fiquei horas lendo o seu blog, parabéns!
Bjao