10 de jun de 2009

Jantar de Gala* (ou: os '6 graus de separação' da geração net)

Ontem um grande amigo (Alberto Guzik) fez aniversário. No melhor estilo 'low profile' um outro amigo (Ivam Cabral) abriu o seu apartamento, com uma vista deslumbrante em 180º do centro paulistano, enquanto outro (Rodolfo Garcia Vásquez) cozinhava, outra trazia o bolo, mais alguns o vinho, mais uma (Vanessa Bumagny) que chegava com o violão. Comida boa, música excelente, poesia declamada, fotos, risadas... gente talentosa e interessantíssima.

Acho que só nesta noite me dei conta de que esta era uma comemoração diferente. Uma comemoração com a cara do novo século. De gente antenada, plugada. Todos sabiam quem era quem, mesmo que alguns nunca tivessem se conhecido pessoalmente. A figura do 'cantinho-da-sala' não existe mais, você nunca mais se sentirá isolado num ambiente como esse, nunca os tais 'seis graus de separação' foram tão premonitórios em tempos de Twitter, Blogs, Facebooks, etc.

Se você clicar sobre os nomes em destaque deste post verá que seus nomes carregam links para blogs e sites interessantíssimos. As apostas pessimistas sobre o isolamento do ser humano caíram por terra.
Mais uma vez repito a frase que Marcelo Tas (padrinho mór desta geração 'www') me disse certa vez:
- "A internet dá coerência para as nossas vidas".

E nós fazemos destas novas relações um ambiente muito mais humano e agregador do que poderia imaginar, por exemplo, meu filósofo preferido: Adorno*, autor de "Minima Moralia", livro de pensamentos esparsos dividido em três partes (1944 até 1947), de onde tirei o título deste post, "Jantar de Gala". Lá pelo meio de análises sobre o consumo, progresso e os novos valores da sociedade (pós-guerra) ele diz:

- (...) Quando o conhecedor do século XIX via apenas um ato da ópera com o acréscimo bárbaro de que espetáculo algum poderia encurtar o seu jantar, agora a bárbarie, que já não tem o pretexto do jantar, é insaciável com sua cultura. Cada programa deve ser visto até o fim, cada best-seller deve ser lido, cada filme deve ser assistido nos seus primeiros dias no cinema principal. A abundância do que se consume sem critério torna-se catastrófica. Ela torna impossível orientar-se e, enquanto procuramos na monstruosa loja de departamentos por um guia, a população sufocada entre ofertas aguarda o seu líder."

Pois os Líderes estão aí, mais perto do que nunca. Alberto Guzik e seus amigos são alguns deles!
...

Se joga:
- Conheça melhor as pessoas citadas acima, clicando em seus nomes e viajando nos seus links.
- "Minima Moralia" de Theodor W. Adorno. Editora Azougue/2008/R$ 58,00

10 comentários:

Sandra disse...

Até existe o cantinho da sala, mas não para vocês!

viralata disse...

hahaha, pensando bem...

Tete disse...

você é O cara, caetano, bom tê-lo por perto. ks.

Tete disse...

esse tete aí sou eu, o ivam.

viralata disse...

Ah tá Tete thank's! kkkkkk
beijo querido

Glorinha disse...

Caetano, de link em link... estamos linkados... mas, meu amigo, sempre haverá o dedo da alma que nos carrega para perto ou para longe...
visitei as fotos do niver do Alberto, vocês estão muito bem!!! rs....
[[]]abraços carinhosos...

viralata disse...

obrigado querida
beijão

Penetralia disse...

Oi, Caetano, isso não foi uma festa, foi somente uma parada, kkk.

Tou para te perguntar o seguinte: vc já viu a ópera I Promessi Sposi, baseada em Manzoni? Qual sua opinião?

viralata disse...

hahhaha, pois é foi um 'warm up' antecipado, kkkk
Meu, não conheço esta ópera não! é legal, vale a pena?
abs

Penetralia disse...

Oi, Caetano. Tive de ler um texto em Campinas que trata de Manzoni...mas pelo que pesquisei, sei não, viu.