3 de set de 2010

Beijo, abraço ou aperto de mão? Parte II

Quando eu tinha saco para escrever sobre política (na verdade quando as pessoas tinham saco para ler sobre política em blogs) não precisava de muita concentração para lembrar que certos temas eram pisados e repisados na mídia como "O" assunto da semana. Se você, como eu, lê uma meia dúzia de jornais (físicos ou online) também já deve ter sido internado num hospício por ranzice quando se depara com as mesmas novas-velhas notícias. E não não estou falando da charlatanice petista, disto já desisti e já sou uma 'bicha de direita' conformada (título que ganhei após publicação de alguns links sobre a escória petista via Facebook e Twitter, na verdade recebi algumas ameaças também, mas isso é uma outra história), me refiro as tais 'Cúpulas da Paz' que poderiam se chamar 'Cúpula do Pega no Meu e Balança" já que PAZ mesmo só serve pra vender camisetas cafonas com pombas brancas entre as letras.

Capa de todos os jornais de hoje (aqui o link do NYTimes, Folha e Estado só para assinantes) trazem notícia do encerramento da tal cúpula, enquanto mudam os protagonistas e aumentam as vítimas eu, você ou o político que escolheremos nas próximas eleições não têm ideia do que está acontecendo no Oriente Médio. Pronto, já me lembrei porque parei de escrever sobre política.

Hillary Clinton 'segurando vela' para o aperto de mãos entre Binyamin Netanyahu e Mahmoud Abbas na cúpula da paz encerrada ontem. Cada vez mais 'cúpula' e cada vez menos 'paz'
...

Aqui, neste mesmo Viralata, post de 28/11/2007 que reproduzo na íntegra:

O histórico aperto de mãos patrocinado por Clinton, em setembro de 1993 em Washington. Yizhar Rabin (à esquerda) e Yasser Arafat. Esse aperto valeu o Nobel da Paz mas a paz mesmo durou pouco, o terrorismo voltou com tudo e o ressentimento ressurgiu.

O aperto de mãos entre o palestino Mahmoud Abbas (à esquerda) e o israelense Ariel Sharon, pós Arafat (morto em novembro de 2004) em fevereiro de 2005. Promessas de paz e nenhum acordo formal, apenas promessas de parar com as agressões mútuas.

Ehmud Olmert (Premiê Israelense) aperta a mão do Líder Palestino Mahmoud Abbas, no centro Bush que você já conhece. O trio na cúpula de paz para o Oriente Médio, em Annapólis nesta semana de 2007. O 'aperto' deste ano é para tentar criar um Estado Palestino (coisa que todo mundo aceita e concorda), acabar com o terrorismo, libertar os presos palestinos detidos por israelenses e otras cositas mas no varejo.

Do primeiro 'aperto' de 1993 sob o olhar de Clinton até 2008 com Bush no centro das negociações aproximadamente 120 homens-bombas explodiram em Israel, a maioria sob as ordens do Hamas, como se vê o terror age de forma independente e impiedosa.

Quem sabe se os acordos fossem selados com abraços, que podem ser mais 'calorosos' do que apertos de mãos, ou talvez beijos? Pensando bem russos e romanos se beijam desde priscas eras e as coisas não caminharam muito bem não é?
Melhor mesmo é esquecer estes gestos midiáticos, arregaçar as mangas e falar a mesma língua, mas aí colocaremos em cheque toda uma babel literária de conflitos e interesses que escapa a razão humana.

Como dizia Gerald Thomas (em off, of course!) em algum espetáculo perdido no século passado:
- "Está estabelecido o conflito".

2 comentários:

Israel disse...

éééé, é flórida mesmo. Eles fingem que fazem as pazes e nós fingimos que acreditamos. Só quem não finge, são os palestinos privados de vida digna até a raiz dos cabelos.

Nem sei bem porque, mas me fez lembrar na tal transição planetária, inclinação do eixo terrestre. Lembrei pois tomara seja mesmo verdade e seja pra breve, ou todos temos uma vida digna ou ninguém. Não me sinto confortável em saber do sofrimentos físico de muitos, fome de milhares...

Palavras ao vento, eu sei...nada muda com esse meu desabafo.

viralata disse...

Muda sim Israel, a soma dos discordantes aumenta! ;-)
Abraço